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Google nega ter destruído evidências de mensagens em processo antitruste nos EUA

Google nega ter destruído evidências de mensagens em processo antitruste nos EUA

Reuters

20/03/2023

Placeholder - loading - Logotipo do Google 17/11/2021 REUTERS/Andrew Kelly
Logotipo do Google 17/11/2021 REUTERS/Andrew Kelly

Atualizada em  20/03/2023

Por Mike Scarcella

(Reuters) - O Google, da Alphabet, negou a destruição intencional de evidências no processo antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) sobre o negócio de buscas da empresa, em resposta ao pedido de sanções pelo governo em um tribunal federal.

No mês passado, o Departamento de Justiça alegou que a empresa falhou em preservar certas comunicações internas de 'chat' corporativo. O DOJ disse que a companhia declarou aos investigadores norte-americanos em 2019 que a empresa suspendeu a permissão de exclusão automática desses registros de mensagens instantâneas.

O Google disse em comunicado na sexta-feira que a empresa fez esforços 'razoáveis' para preservar os registros de comunicação.

O pedido de sanções decorre de processos movidos pelo DOJ e um grupo de mais de 30 Estados acusando o Google de práticas ilegais de exclusão para manter seu domínio nos negócios de busca. O Google negou as alegações. O caso, iniciado em 2020, deve ir a julgamento em setembro.

Um porta-voz do Departamento de Justiça se recusou a comentar na segunda-feira. Os advogados do Google e um representante da empresa não responderam imediatamente às mensagens pedindo comentários.

O Departamento de Justiça pediu ao juiz distrital Amit Mehta para marcar uma audiência sobre as sanções, mas o tribunal ainda não agendou.

No ano passado, Mehta negou um pedido anterior do Departamento de Justiça de sanções contra o Google por alegações de que estava protegendo muitos documentos de serem analisados.

Em sua última tentativa, o DOJ alegou que 'a destruição diária de registros escritos pelo Google prejudicou os Estados Unidos ao privá-los de uma fonte rica de discussões francas entre os executivos da empresa, incluindo prováveis testemunhas de julgamento'.

Os advogados da empresa disseram que era 'indigno' alegar que a empresa tomou medidas para privar os queixosos de informações. O Google disse que já liberou milhões de documentos e 'enormes volumes de dados' como parte do litígio.

Reuters

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