Governo anuncia Desenrola 3.0 para famílias e estima programa em R$300 bi
Governo anuncia Desenrola 3.0 para famílias e estima programa em R$300 bi
Reuters
25/09/2026
Atualizada em 25/09/2026
25 Set (Reuters) - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira o Desenrola Brasil 3.0, um novo programa para ajudar pessoas endividadas, com foco em dívidas que estejam com atraso de 2 anos a 4,5 anos.
O programa visa dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e crédito pessoal sem consignação em folha. A estimativa do governo sobre o alcance do novo Desenrola é de R$300 bilhões.
Segundo comunicado do governo, o programa terá leilão de compra das carteiras de crédito das instituições financeiras pela União em novembro, com repasse do desconto para as famílias.
Com esse leilão, o governo disse que gastará R$15 bilhões para adquirir até R$150 bilhões em empréstimos inadimplentes com descontos de pelo menos 90%. Espera-se que o programa abranja cerca de metade do estoque de dívida considerado elegível.
Após a apresentação do programa, Lula disse que o novo programa 'é um Desenrola melhor do que os outros Desenrola'.
'Porque no outro Desenrola, as pessoas tinham que individualmente procurar um banco. Agora é o governo que vai comprar a dívida e vai acertar a vida das pessoas. É isso que eu entendi. É isso que eu assinei. É isso que vai ser publicado', disse.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, também esteve presente no evento de apresentação do projeto, e destacou que a medida está dentro das regras fiscais.
'Faremos ajustes até o limite da votação do orçamento, atendendo as necessidades do país. Os recursos serão incluídos dentro da regra fiscal', disse Moretti.
No mesmo evento foi anunciada também a edição de uma medida provisória proibindo as apostas online.
As medidas vêm a poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial, em que Lula (PT) busca a reeleição numa disputa acirrada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
(Reportagem de Igor SodréTexto de Alexandre CaverniEdição de Maria Carolina Marcello)
Reuters

