Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Governo criou condições para que BC indique corte de juros a partir de agosto, diz Tebet

Governo criou condições para que BC indique corte de juros a partir de agosto, diz Tebet

Reuters

12/06/2023

Placeholder - loading - Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet 05/01/2023 REUTERS/Adriano Machado
Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet 05/01/2023 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  12/06/2023

BRASÍLIA (Reuters) - A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse nesta segunda-feira que a equipe econômica do governo federal fez seu 'dever de casa' e criou as condições necessárias para um corte de juros em agosto por parte do Banco Central.

'Estamos dando todos os elementos e condições para que o BC e o Copom possam começar a olhar com carinho... mostrar uma tendência de queda dos juros já a partir de agora, prevendo uma queda de juros em agosto', disse Tebet em entrevista a jornalistas depois de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, conhecido como Conselhão.

Tebet citou a aprovação do arcabouço fiscal na Câmara dos Deputados e o andamento da tramitação da reforma tributária na Casa como algumas dessas condições que, segundo ela, justificam um otimismo por parte de membros do Conselhão.

A ministra citou a estabilidade política e institucional e políticas fiscal e econômica diversas como os principais pontos que diferem a conjuntura atual do cenário de quando o BC fixou a taxa Selic em 13,75% ao ano, o que justificaria a tendência de queda da taxa básica.

'O IBGE mostrou no último trimestre, surpreendentemente, um ambiente macroeconômico que não é comum acontecer. Nós tivemos um crescimento acima da expectativa trimestral de 1,9%, o que já mostra que o Brasil pode chegar, sim, ao fechamento de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% ou um pouquinho mais do que isso no final do ano, com uma inflação abaixo do projetado', afirmou.

Tebet destacou ainda que as projeções para o PIB, combinadas com a desaceleração da inflação, são os principais elementos que podem ajudar o Copom a 'analisar a possível baixa de juros nas próximas reuniões'.

ARCABOUÇO FISCAL

Questionada sobre as expectativas do governo para a tramitação do arcabouço fiscal no Senado, a ministra disse que a matéria está alinhada com a preocupação da Casa com a responsabilidade fiscal. Ela disse ainda ser um equívoco apontar que as alterações na proposta, feitas pela Câmara, abrem espaço para mais gastos por parte do governo.

'Se o arcabouço for aprovado do jeito que está, obviamente nós vamos cortar gastos o ano que vem. Mas significa que o arcabouço não vem com essa frouxidão de gastos públicos, como muitos apresentaram. Ao contrário, ele está mais restritivo. Nós vamos mostrar isso para o Senado', afirmou.

Segundo Tebet, a inclusão do piso da enfermagem, do Fundo Constitucional do Distrito Federal e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) no arcabouço engessam parte do orçamento federal.

'Eu diria que, até com os números oficiais, nós estamos entre 32 e 40 bilhões de reais menor do que precisamos para fechar, no ano que vem, as despesas públicas no Brasil', completou.

(Por Victor Borges)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...