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    Rússia nega apoiar reeleição de Trump, mas críticos se alarmam

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    Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante entrevista coletiva em Moscou 19/12/2019 REUTERS/Evgenia Novozhenina

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    Por Anastasia Teterevleva e Susan Heavey

    MOSCOU/WASHINGTON (Reuters) - O Kremlin negou nesta sexta-feira que a Rússia esteja interferindo na campanha presidencial de 2020 dos Estados Unidos para aumentar as chances de reeleição do presidente Donald Trump após relatos de que autoridades de inteligência norte-americanas alertaram o Congresso para a ameaça eleitoral na semana passada.

    Autoridades de inteligência disseram a membros do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados em um briefing confidencial que a Rússia está interferindo novamente na política dos EUA antes da eleição de novembro, segundo relatou à Reuters uma pessoa a par do tema.

    Desde então, Trump demitiu o chefe de inteligência interino, substituindo-o nesta semana por um aliado político --uma decisão abrupta tomada enquanto democratas e ex-funcionários dos EUA acionavam o alarme por motivos de segurança nacional.

    No Twitter, o presidente republicano acusou democratas do Congresso de lançarem uma campanha de desinformação 'dizendo que a Rússia me prefere a qualquer um dos candidatos Não Faço Nada democratas'. Trump classificou a alegação de 'farsa' em seu tuíte desta sexta-feira.

    Autoridades dos EUA alertam há tempos que a Rússia e outros países tentarão intervir na eleição presidencial de 3 de novembro, seguindo o exemplo da intromissão russa na campanha de 2016, que terminou com a vitória surpreendente de Trump sobre a rival democrata Hillary Clinton.

    Agências de inteligência norte-americanas concluíram que o Kremlin usou operações de desinformação, ataques cibernéticos e outros métodos em sua ofensiva de 2016 na tentativa de impulsionar Trump, uma alegação que a Rússia nega. Trump, sensível a dúvidas sobre a legitimidade de seu triunfo, também questionou estas conclusões e criticou diversas vezes as agências de inteligência.

    Nesta sexta-feira, o Kremlin disse que as alegações mais recentes são falsas.

    'Estes são anúncios mais paranóicos que, para nossa tristeza, se multiplicarão à medida que nos aproximamos da eleição (dos EUA)', disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres. 'Eles não têm nada a ver com a verdade.'

    A suposta interferência russa desencadeou uma investigação de dois anos nos EUA, comandada pelo procurador especial Robert Mueller.

    Mueller não encontrou indícios conclusivos de coordenação entre a Rússia e a campanha de Trump. Ele também apontou 10 instâncias nas quais Trump pode ter tentado obstruir sua investigação, como os democratas alegaram, mas deixou que o Congresso decidisse sobre qualquer possível obstrução.

    Escrito por Reuters

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