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Governo reduz projeção de crescimento do PIB a 2,0% em 2026 e 2,3% em 2027

Governo reduz projeção de crescimento do PIB a 2,0% em 2026 e 2,3% em 2027

Reuters

22/09/2026

Placeholder - loading - Sede do Ministério da Fazenda em Brasília, Brasil, em 14 de fevereiro de 2023. REUTERS/Adriano Machado
Sede do Ministério da Fazenda em Brasília, Brasil, em 14 de fevereiro de 2023. REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  22/09/2026

BRASÍLIA, 22 Set (Reuters) - A Secretaria de ​Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda reduziu nesta terça-feira sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% para 2,0% neste ano e de 2,5% para 2,3% em 2027, citando efeitos do nível restritivo de juros no país.

Em seu Boletim Macrofiscal, que traz estimativas usadas para guiar a execução do orçamento, a secretaria afirmou que sua grade de parâmetros foi ajustada para prever uma taxa Selic média um pouco mais alta, “incorporando um ⁠ciclo ⁠de flexibilização marginalmente mais gradual ​do que ‌o previsto”.

De acordo com a SPE, a revisão para o crescimento deste ano incorpora um resfriamento mais concentrado no setor de serviços, que deve crescer 1,8%, abaixo dos 2,4% estimados há dois ⁠meses. A SPE ainda reduziu de 2,1% para 1,7% a ​projeção de crescimento da indústria. O dado da agropecuária subiu de alta ​de 1,8% para 2,8%, compensando apenas ‌parcialmente a queda nos ​outros ⁠setores.

A SPE acrescentou que a revisão para o PIB de 2027, motivada por um ciclo mais gradual de corte dos juros, deslocou a recuperação econômica para ​os anos seguintes. A pasta prevê altas em torno de 2,6% na atividade de 2028 a 2030.

INFLAÇÃO

Na visão da SPE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 4,9%, contra 5,1% ​previstos em julho, refletindo dados melhores do indicador nos últimos meses.

'Para os próximos meses, espera-se alguma acomodação das pressões inflacionárias sobre os serviços, em linha com a desaceleração da atividade e a gradual acomodação do mercado de trabalho', disse o documento, apontando que as condições financeiras ainda restritivas no país também devem contribuir para esse movimento.

Já a inflação no próximo ano ​deve ser de 3,8%, acima da previsão anterior de 3,6%, segundo a pasta.

O ‌país tem uma meta contínua ⁠de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos -- de 1,5% a 4,5%.

Na avaliação da secretaria, o ⁠fenômeno El Niño pode pressionar os preços de ⁠alimentos ainda este ano, mas ⁠seus efeitos mais ⁠significativos ​devem se concentrar na safra de 2027.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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