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Haddad diz que Tarcísio está mais 'sensível' em negociação da reforma tributária

Haddad diz que Tarcísio está mais 'sensível' em negociação da reforma tributária

Reuters

05/07/2023

Placeholder - loading - Ministro Fernando Haddad 02/05/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro Fernando Haddad 02/05/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

Atualizada em  05/07/2023

Por Victor Borges

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na noite desta quarta-feira que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demonstrou estar mais 'sensível' ao argumento de que não vale a pena desequilibrar a negociação em torno da reforma tributária agora, porque esta conta poderá ser paga 'daqui 4 anos'.

'O governador Tarcísio esteve comigo hoje e foi muito sensível a esse argumento. Eu falei que não vale a pena nós desequilibramos a negociação porque a conta vai ser paga daqui quatro anos, porque alguém vai estar aqui daqui a quatro anos e vai ter que honrar', disse Haddad em conversa com jornalistas na saída do ministério, em Brasília.

'É melhor nós sermos maduros o suficiente para tomar a melhor decisão para o país, sem pensar em quem que vai estar assumindo a responsabilidade pelo cumprimento das obrigações. Porque pode ser qualquer um de nós que amanhã tem que honrar com isso', concluiu.

O ministro sinalizou que a pasta vai trabalhar 'no sentido de acelerar os efeitos benéficos da reforma para dar mais segurança jurídica para o contribuinte e para o fisco'.

Haddad também afirmou que o governo encaminhou a proposta sobre a governança do Conselho Federativo, órgão que centralizará a arrecadação de tributos, ponto que Tarcísio se mostrava contrário anteriormente.

Questionado sobre a tramitação no Congresso da reforma e de duas outras medidas-chave para o governo, o arcabouço fiscal e a restituição do voto de qualidade do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Haddad se mostrou otimista em relação ao ritmo de apreciação, mas ressaltou a importância da aprovação das propostas.

'Nós precisamos dos três projetos. Os três projetos são estruturantes e obviamente que o presidente Artur Lira ele tem que fazer as mediações com as bancadas para saber que está tudo em ordem, o que já dá para ir para o plenário', disse o ministro.

'Lembrando que o marco fiscal já está em caráter terminativo na Câmara. É uma votação relativamente simples. E o Carf, depois das negociações que nós fizemos aqui na Fazenda, está muito organizado e também o relatório saiu muito bom', afirmou.

Reuters

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