Ibovespa tem alta discreta em dia de vencimento de opções com cena corporativa em foco
Ibovespa tem alta discreta em dia de vencimento de opções com cena corporativa em foco
Reuters
21/03/2025
Atualizada em 21/03/2025
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou com uma alta discreta nesta sexta-feira, rondando os 132 mil pontos, em pregão marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista e bateria de resultados corporativos, incluindo os números de Brava Energia, Cemig e Hypera.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,3%, a 132.344,88 pontos, após marcar 131.776,39 pontos na mínima e 132.588,02 pontos na máxima do dia. Na semana, acumulou ganho de 2,63%. O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$33,1 bilhões.
Na visão do gestor de renda variável Naio Ino, da Western Asset, o Ibovespa ficou 'meio que zero a zero', refletindo uma certa acomodação, após um começo de ano mais positivo, sustentado principalmente por uma rotação global de recursos, com o 'micro (notícias de empresas) pesando mais que o macro'.
Em 2025, o Ibovespa já acumula uma alta de quase 10%, em boa parte ajudada pelo fluxo de capital externo, que está positivo em R$14,3 bilhões desde o começo do ano até o último dia 19.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN avançou 1,55%, beneficiada pela melhora dos preços do petróleo no mercado externo, onde o barril de Brent fechou com acréscimo de 0,22%. PETROBRAS ON terminou com elevação de 1,61%.
- VALE ON subiu 0,37%, mesmo com o declínio dos futuros do minério de ferro na China. Analistas do UBS BB liderados por Caio Greiner iniciaram a cobertura do setor de mineração e metais no Brasil com recomendação neutra para Vale e preço-alvo de US$10,50 para o ADR.
- ITAÚ UNIBANCO PN fechou com acréscimo de 0,22%, em dia positivo para o setor no Ibovespa.
- BRAVA ENERGIA ON avançou 5,57%, mesmo após divulgar queda de 41% no resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado do quarto trimestre do ano passado, para R$505 milhões. À Reuters, o presidente da companhia, Décio Oddone, afirmou ter expectativas importantes para 2025, incluindo a previsão de atingir mais de 80 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) de produção nos próximos meses.
- HYPERA ON valorizou-se 3,93%, revertendo a queda da abertura, em meio à repercussão do balanço do quarto trimestre do ano passado. Em teleconferência com analistas, o CEO disse que a Hypera planeja lançar no Brasil um medicamento baseado no princípio ativo do popular Ozempic assim que a patente do medicamento cair em março do ano que vem. O conselho de administração da farmacêutica também aprovou a distribuição de R$184,7 milhões em juros sobre capital próprio.
- LOJAS RENNER ON subiu 3,59%, após o conselho de administração da varejista de moda aprovar R$189,6 milhões em juros sobre capital próprio, correspondentes a quase R$0,19 por ação. O pagamento será efetuado em 9 de abril, com base na posição acionária em 25 de março.
- AUTOMOB ON recuou 10%, na esteira do prejuízo líquido de R$101 milhões no quarto trimestre no ano passado, revertendo resultado ligeiramente positivo de um ano antes, com queda no Ebitda e margem negativa. Segundo a empresa, o desempenho operacional do quarto trimestre 'ainda não reflete as integrações e sinergias, além de ainda estar impactado pelo Ebitda negativo das concessionárias agro nesse período'.
- CEMIG PN caiu 4,85%, após a estatal mineira de energia divulgar Ebitda de R$1,94 bilhão no quarto trimestre do ano passado, 10,4% menor do que o observado no quarto trimestre de 2023, afetado pela queda de 61% no lucro de comercialização de energia elétrica. O conselho de administração da empresa também aprovou R$541 milhões em juros sobre capital próprio.
- PETZ ON cedeu 4,3%, em dia marcado pela repercussão do balanço, que mostrou expansão de cerca de 25% no resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado, para R$83,3 milhões. A rede de varejo de produtos e serviços para animais de estimação disse que iniciou o primeiro trimestre deste ano 'com as mesmas tendências de crescimento apresentadas no segundo semestre de 2024, com bom patamar de crescimento aliado à preservação da margem bruta'.
- ENEVA ON perdeu 3,63%, em meio ao salto no prejuízo líquido do quarto trimestre do ano passado, para R$962,6 milhões, de R$290,6 milhões um ano antes. O Ebitda ajustado cresceu 20%, para R$1,2 bilhão, mas a margem nessa métrica caiu de 38% para 25,5%.
- NATURA&CO ON cedeu 1,66%, após trocar de sinal mais de uma vez durante o pregão, em meio à análise da proposta para incorporação da companhia pela sua subsidiária Natura Cosméticos, que se tornaria novamente a holding operacional do grupo e voltaria a ter ações em bolsa, além de mudanças na diretoria, com o presidente-executivo da Natura&Co, Fabio Barbosa, e o diretor financeiro, Guilherme Castellan, deixando seus cargos.
Reuters

