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Ibovespa tem queda discreta em dia de vencimentos e balanços; Embraer atenua perda

Ibovespa tem queda discreta em dia de vencimentos e balanços; Embraer atenua perda

Reuters

12/08/2026

Placeholder - loading - Bolsa de valores B3, em São Paulo 5 de agosto de 2024 REUTERS/Carla Carniel
Bolsa de valores B3, em São Paulo 5 de agosto de 2024 REUTERS/Carla Carniel

Atualizada em  12/08/2026

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 12 Ago (Reuters) - O Ibovespa fechou com ​uma queda modesta nesta quarta-feira, com Embraer atenuando a perda, enquanto o ânimo no pregão paulista segue fragilizado por preocupações com o quadro macroeconômico no Brasil, além de incertezas eleitorais e geopolíticas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,23%, a 167.491,07 pontos, marcando o sétimo fechamento seguido com sinal negativo.

O Ibovespa chegou a retomar o patamar dos 168 mil pontos no melhor momento, alcançando 168.309,55 pontos, mas o movimento não se sustentou. Na mínima, marcou 167.141,82 pontos.

O volume financeiro somou R$52,8 bilhões antes dos ajustes finais, em dia ainda marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice, além da repercussão de resultados corporativos.

Na terça-feira, o Ibovespa caiu 2,5%, a 167.874,64 pontos, menor fechamento desde 20 de janeiro. Nessas sete sessões negativas, acumulou perda de 5,9%, ficando ainda mais distante dos recordes de abril, quando superou ⁠199 mil pontos no ⁠intradia.

A piora tem sido determinada principalmente pela saída de ​estrangeiros da bolsa, ‌com o saldo no ano positivo em pouco mais de R$29 bilhões até o último dia 10. Em meados de abril, porém, eram quase R$68 bilhões.

Apenas em agosto, de acordo com os dados da B3, houve saída líquida de R$7,2 bilhões.

No pano de fundo da correção, estão preocupações sobre o ritmo da atividade econômica do país em meio a perspectivas de manutenção das taxas ⁠de juros em níveis elevados, tendo uma eleição no horizonte e um ambiente externo menos favorável.

Nesta quarta-feira, dados ​nos Estados Unidos mostraram uma inflação em linha com as expectativas em julho, mas acelerando em relação ao mês anterior.

Os preços ​do petróleo fecharam quase estáveis nesta sessão, mas as dúvidas envolvendo a normalização do ‌crucial Estreito de Ormuz diante do ​impasse ⁠nas negociações entre EUA e Irã continuam pesando no apetite a risco de investidores.

DESTAQUES

• EMBRAER ON subiu 4%, conforme segue a visão construtiva para a fabricante de aviões, que divulgou no começo da semana um lucro acima das expectativas e revisou para cima previsões de margem operacional e fluxo de ​caixa para 2026. Em agosto, os papéis já acumulam valorização de 10,69%.

• VALE ON avançou 0,74%, acompanhando o movimento externo do setor, em sessão de variação modesta dos futuros do minério de ferro na China.

• PETROBRAS PN recuou 0,5%, registrando a terceira queda em quatro pregões, desde a divulgação do balanço e a sinalização da administração da estatal de que é muito pouco provável que pague dividendo extraordinário neste ano. ​No exterior, o barril sob o contrato Brent terminou com variação positiva de 0,08%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,46%, com a maior parte dos bancos do Ibovespa fechando no vermelho. BANCO DO BRASIL ON, que reporta seu desempenho do segundo trimestre após o fechamento, recuou 1,45%.

• DIRECIONAL ON perdeu 4,72%, após o balanço divulgado na véspera, que mostrou lucro líquido de R$202 milhões no segundo trimestre. O presidente-executivo afirmou a analistas que vê normalização da demanda após a queda provocada pela Copa. No setor, CURY ON cedeu 2%, tendo também como pano de fundo o lucro líquido de R$311 milhões no segundo trimestre, crescimento de 16,5% sobre o resultado do mesmo período do ano passado.

• TAESA UNIT caiu ​1,57%, reduzindo as perdas desde a abertura, com investidores analisando o resultado do segundo trimestre, quando a transmissora de energia registrou lucro líquido regulatório de R$206,8 ‌milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 28,5% na ⁠comparação anual. O conselho de administração também aprovou a distribuição de R$123,8 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) e R$82,9 milhões em dividendos intercalares.

• B3 ON encerrou em baixa de 0,35%, tendo trocado de sinal algumas vezes no dia, após o balanço na véspera mostrar ⁠lucro líquido recorrente de R$1,4 bilhão no segundo trimestre, praticamente em linha com as expectativas. ⁠A receita líquida somou R$2,8 bilhões, alta de 8,8%, enquanto as ⁠despesas somaram R$975,6 milhões, aumento ⁠de ​15,5% na base anual. O CFO afirmou em teleconferência sobre o resultado que vê tendência positiva nos volumes por causa da eleição.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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