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Inflação anual na zona do euro atinge maior nível em três anos

Inflação anual na zona do euro atinge maior nível em três anos

Reuters

04/11/2026

Placeholder - loading - Vista de Berlim  25 de junho de 2026. REUTERS/Fabrizio Bensch
Vista de Berlim 25 de junho de 2026. REUTERS/Fabrizio Bensch

FRANKFURT, 4 Nov (Reuters) - A inflação anual ​na zona do euro atingiu no mês passado o maior nível em três anos devido aos preços da energia e deve subir ainda mais nos próximos meses, o que provavelmente reforçará as expectativas do mercado de um novo aumento da taxa de juros pelo Banco Central Europeu em dezembro.

A inflação anual nos 21 países que adotam o euro subiu para 4,0% em outubro, ante 3,8% no mês anterior, em linha ⁠com ⁠a expectativa em uma pesquisa ​da Reuters ‌com economistas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia.

O núcleo da inflação, que exclui os preços voláteis dos alimentos e da energia, permaneceu ⁠em 2,5%, em linha com as expectativas.

A inflação vem subindo ​rapidamente acima da meta de 2% do BCE neste ano uma ​vez que a guerra dos Estados ‌Unidos contra o ​Irã elevou ⁠os custos da energia, repercutindo nos preços de varejo de um bloco que importa a maior parte de sua energia.

Embora esse aumento ainda não ​tenha gerado efeitos de segunda ordem difíceis de conter, o BCE já elevou as taxas de juros duas vezes este ano para evitar que as expectativas de aumento dos preços subam na mesma ​proporção.

O banco manteve os juros na semana passada, mas uma longa lista de autoridades, incluindo os influentes presidentes dos bancos centrais da Alemanha e da Itália, já sinalizou que agora é provável que haja outro aumento em dezembro.

Os mercados financeiros estão precificando entre duas e três altas na taxa de depósito de 2,5% do BCE ao longo ​do próximo ano, com as expectativas mudando frequentemente, acompanhando a evolução dos ‌preços do petróleo.

A inflação dos serviços, ⁠o maior item isolado na cesta de preços ao consumidor, subiu de 3,2% para 3,3%, enquanto os preços dos bens industriais ⁠aumentaram 1,2%, após 1,1% no mês anterior. A ⁠inflação dos alimentos continuou a ⁠acelerar, com os ⁠preços ​dos alimentos não processados subindo 4,6% na base anual.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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