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Inflação na zona do euro acelera em julho e reforça argumentos para alta de juros

Inflação na zona do euro acelera em julho e reforça argumentos para alta de juros

Reuters

31/07/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha  6 de março de 2025. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo
Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, Alemanha 6 de março de 2025. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo

Por Balazs Koranyi

FRANKFURT, 31 Jul (Reuters) - A ​inflação na zona do euro acelerou em julho, reforçando os argumentos já fortes a favor de um novo aumento das taxas de juros pelo Banco Central Europeu, especialmente porque os altos preços do petróleo prenunciam um aumento ainda maior das pressões inflacionárias.

A inflação anual nos 21 países que adotam o euro subiu para 2,9% em julho, ante 2,8% no mês anterior, em linha com as expectativas, com o aumento dos preços do petróleo devido ⁠à ⁠guerra no Irã sendo o principal ​fator ‌por trás desse resultado, segundo dados divulgados pela Eurostat nesta sexta-feira.

A inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, acelerou de 2,4% para 2,5% uma vez que a inflação ⁠dos serviços subiu para 3,3%.

Embora cruciais, os números de julho provavelmente ​não serão um fator decisivo para o BCE, já que as ​autoridades receberão outro dado sobre a inflação ‌em agosto, antes ​de sua ⁠próxima reunião de política monetária, e os preços do petróleo têm se mostrado extremamente voláteis.

Ainda assim, o banco central sinalizou fortemente que um aumento dos ​juros está por vir, argumentando que a economia está se comportando de acordo com seu cenário “de referência”, que por si só já previa um aumento em 10 de setembro.

Os dados sobre o crescimento econômico também ​amenizaram as preocupações de que um aumento dos juros, destinado a impedir que os altos preços da energia se infiltrem de forma mais ampla nos preços e salários, pudesse prejudicar o crescimento econômico.

A economia da zona do euro cresceu 0,4% no segundo trimestre, o dobro do esperado, contrariando as previsões pessimistas de que a guerra e os altos custos da energia ​poderiam levá-la à beira de uma recessão.

Os mercados financeiros apostam em mais ‌de dois aumentos nas taxas de ⁠juros, com esses movimentos já totalmente precificados para outubro e abril.

Os economistas, no entanto, estão mais cautelosos e prevêem apenas mais um aumento, ⁠partindo do pressuposto de que os altos ⁠preços da energia ainda não geraram ⁠impactos de segunda ⁠ordem ​nos preços, o que poderia, então, perpetuar a inflação elevada.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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