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Inflação nos EUA desacelera em junho mas conflito no Oriente Médio deve voltar a pesar

Inflação nos EUA desacelera em junho mas conflito no Oriente Médio deve voltar a pesar

Reuters

30/07/2026

Placeholder - loading - Mercado em Washington 19 de agosto de 2022. REUTERS/Sarah Silbiger
Mercado em Washington 19 de agosto de 2022. REUTERS/Sarah Silbiger

WASHINGTON, 30 Jul (Reuters) - A inflação nos ​Estados Unidos desacelerou em junho, mas esse movimento deve ser temporária já que a retomada das hostilidades no Oriente Médio eleva os preços do petróleo.

O índice de preços PCE subiu 3,7% nos 12 meses até junho, após registrar um aumento não revisado de 4,1% em maio, o maior desde abril de 2023, informou nesta quinta-feira o Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio. O aumento da inflação do PCE ficou em ⁠linha ⁠com as expectativas dos economistas.

O PCE ​recuou ‌0,1% em relação ao mês anterior, o resultado mais fraco desde abril de 2020, após subir 0,5% em maio.

Os dados foram incluídos na estimativa do governo para o Produto Interno Bruto do ⁠segundo trimestre, também divulgada nesta quinta-feira. A moderação na inflação ​do PCE refletiu uma retração nos preços do petróleo em meio ​a um frágil cessar-fogo entre os EUA ‌e o Irã. ​Desde então, ⁠a trégua foi rompida.

Os preços do petróleo Brent oscilam um pouco acima de US$90 por barril, enquanto os preços médios da gasolina nos EUA voltaram ​a subir para mais de US$4 por galão. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o PCE teve alta anual de 3,3% em junho, de 3,4% em maio. Excluindo alimentos e energia, ​o núcleo do PCE subiu 0,1% na comparação mensal, ante 0,3% em maio.

O Federal Reserve acompanha o PCE para sua meta de 2%. O banco central dos EUA manteve na quarta-feira sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

O chair do Fed, Kevin Warsh, disse a repórteres que o banco central não irá “vacilar” em seu compromisso de ​reduzir a inflação de volta à meta, enfatizando que “não há meta de inflação ‌flexível, não há meta implícita ⁠flexível, não enquanto este comitê estiver no comando”.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica, subiram 0,3% ⁠em junho, após um salto de 0,9% em ⁠maio. Quando ajustados pela inflação, ⁠os gastos do ⁠consumidor ​aumentaram 0,4% em junho, igualando o aumento registrado em maio.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

Reuters

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