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Irã pede que Brics condenem EUA e Israel por guerra e expõe divisões do bloco

Irã pede que Brics condenem EUA e Israel por guerra e expõe divisões do bloco

Reuters

14/05/2026

Placeholder - loading - Reunião dos ministros das Relações Exteriores do Brics em Nova Délhi 14 de maio de 2026    REUTERS/Adnan Abidi
Reunião dos ministros das Relações Exteriores do Brics em Nova Délhi 14 de maio de 2026 REUTERS/Adnan Abidi

Por Saurabh Sharma e Aftab Ahmed

NOVA DÉLHI, 14 Mai (Reuters) - ​O ministro das Relações Exteriores do Irã pediu às nações do Brics nesta quinta-feira que condenem o que ele chamou de violações da lei internacional por Estados Unidos e Israel, incluindo 'sua agressão ilegal contra o Irã'.

Suas falas em uma reunião de dois dias em Nova Délhi ressaltam as divisões dentro do bloco expandido do Brics, com a guerra de EUA e Israel no Irã lançando uma sombra sobre o encontro de ministros das Relações Exteriores. O grupo agora inclui os rivais regionais Irã e Emirados Árabes Unidos, o que complica os esforços para forjar uma posição unificada sobre o conflito.

Abbas Araqchi criticou Washington, descrevendo a ⁠guerra como 'expansionismo ⁠ilegal e belicismo', e disse que o ​Irã continua ‌aberto à diplomacia, ao mesmo tempo em que está pronto para se defender 'com todos os meios disponíveis'.

'O Irã, portanto, conclama os países membros do Brics e todos os membros responsáveis da comunidade internacional a condenar explicitamente as violações do direito internacional por parte dos Estados Unidos e ⁠de Israel', disse ele.

O conflito, que começou em 28 de fevereiro, aumentou as ​tensões geopolíticas e provocou uma crise energética global.

A posição do Irã pode dificultar que o Brics -- ​que opera por consenso -- chegue a um acordo sobre uma ‌declaração conjunta, dada a ​presença dos ⁠Emirados Árabes Unidos no lado oposto. O Irã lançou vários ataques contra os Emirados Árabes Unidos e outros países vizinhos.

O grupo, originalmente composto por Brasil, Rússia, Índia e China, foi ampliado para incluir a África do ​Sul em 2011 e, mais recentemente, admitiu Egito, Etiópia, Indonésia, Irã e Emirados Árabes Unidos.

A expansão aumentou seu peso global, mas também elevou as divergências internas sobre questões geopolíticas. A Índia ocupa a presidência do Brics em 2026.

O quase fechamento do Estreito de Ormuz -- uma via crítica que movimenta cerca ​de um quinto das remessas globais de petróleo -- provocou uma das maiores interrupções de fornecimento da história recente.

As restrições ao tráfego de navios-tanque fizeram com que os preços do petróleo subissem acentuadamente, alimentando temores de recrudescimento da inflação, condições financeiras mais rígidas e uma possível desaceleração econômica global, principalmente para economias importadoras de energia, como a Índia.

Separadamente, o Ministério das Relações Exteriores da Índia disse na quinta-feira que um navio de bandeira indiana havia sido atacado na costa de Omã na quarta-feira e que toda a tripulação ​a bordo estava em segurança.

'O ataque ... é inaceitável e lamentamos o fato de que a navegação comercial e ‌os marinheiros civis continuem a ser alvo'.

Em seu ⁠discurso de abertura, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, adotou um tom cauteloso, evitando críticas diretas e enfatizando a importância da estabilidade. Ele disse que fluxos marítimos desimpedidos através de ⁠vias navegáveis internacionais, incluindo o Estreito de Ormuz e o Mar ⁠Vermelho, são vitais para o bem-estar econômico global.

Ele ⁠também destacou as preocupações ⁠com ​o uso crescente de sanções unilaterais, um ponto de discórdia de longa data entre os membros do Brics.

Reuters

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