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Já se deram conta que os tiros do Trump no Irã estão fazendo o diesel aumentar no mundo inteiro?, questiona Lula

Já se deram conta que os tiros do Trump no Irã estão fazendo o diesel aumentar no mundo inteiro?, questiona Lula

Reuters

18/03/2026

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 09/03/2026 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 09/03/2026 REUTERS/Adriano Machado

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 18 ​Mar (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a atenção nesta quarta-feira para os efeitos da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã sobre os preços dos combustíveis globalmente, questionando por que o restante do mundo tem que pagar pelas decisões e ações de alguns poucos países.

Lula discursava em cerimônia de entrega do 3º Prêmio Mulheres das Águas quando passou a comentar os ⁠impactos ⁠da guerra.

'Vocês já se deram ​conta que ‌os tiros que o Trump deu no Irã estão fazendo o óleo diesel aumentar no mundo inteiro? No mundo inteiro', disse o presidente.

'E nós, aqui, que não temos ⁠nada a ver com isso, que estamos a 14 mil ​km do Irã, que estamos longe do Líbano, que estamos ​longe de Israel, por que nós ‌temos que pagar ​o preço ⁠do combustível?', questionou.

Ao comentar que a Rússia saiu ganhando com o conflito e com a alta dos preços, já que parte das ​restrições à venda de petróleo russo foi flexibilizada, Lula creditou a atual conjuntura à 'irresponsabilidade' dos cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos, Rússia, China, França ​e Reino Unido.

'Eles decidiram que são donos do mundo. E resolveram atacar o que eles quiserem. E esse prejuízo está vitimando quem? Pense quem é que vai ser vítima disso?', seguiu Lula, durante o discurso.

'A vítima disso, outra vez, seremos os trabalhadores do mundo e os pobres do mundo. Porque toda desgraça causada pelos ​ricos arrebenta nas costas das pessoas que não têm nada a ver ‌com isso'.

Nesta quarta-feira, o governo ⁠lançou uma ofensiva em várias frentes para evitar uma greve de caminhoneiros e seus consequentes custos políticos e econômicos em ⁠um ano eleitoral, anunciando o endurecimento da ⁠fiscalização do cumprimento do frete ⁠mínimo e ⁠uma ​investida junto a Estados na tentativa de reduzir o ICMS sobre combustíveis.

Reuters

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