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Justiça dos EUA anula parte de condenação de ex-engenheiro do Google por roubo de segredos de IA

Justiça dos EUA anula parte de condenação de ex-engenheiro do Google por roubo de segredos de IA

Reuters

20/08/2026

Placeholder - loading - Logotipo do Google durante o evento “Made by Google”, em Mountain View, Califórnia, EUA 13 de agosto de 2024 REUTERS/Manuel Orbegozo
Logotipo do Google durante o evento “Made by Google”, em Mountain View, Califórnia, EUA 13 de agosto de 2024 REUTERS/Manuel Orbegozo

Por Tom Hals

WILMINGTON, Delaware, 20 Ago (Reuters) - A ​Justiça dos EUA anulou nesta quinta-feira parte da condenação do ex-engenheiro de software do Google Linwei Ding, que havia sido considerado culpado no início deste ano pelo roubo de segredos comerciais de inteligência artificial da gigante tecnológica norte-americana em benefício de duas empresas chinesas.

O juiz federal Vince Chhabria, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em São Francisco, considerou que as provas não foram suficientes para sustentar a acusação de que Ding tivesse a intenção ou soubesse que sua conduta beneficiaria o governo da China, requisito necessário para condená-lo pelas sete acusações ⁠de espionagem ⁠econômica. Chhabria afirmou que as provas ​sustentavam o ‌veredicto de culpado pelo roubo de segredos comerciais.

Ding, cidadão chinês, foi considerado culpado em janeiro, após um julgamento de 11 dias, por sete acusações de espionagem econômica e sete acusações de roubo de segredos comerciais por furtar milhares de páginas ⁠de informações confidenciais.

Três semanas após o julgamento, advogados de Ding entraram com ​um recurso solicitando sua absolvição, argumentando que o Departamento de Justiça não conseguiu provar ​as acusações além de qualquer dúvida razoável.

Cada acusação ‌de espionagem econômica prevê ​pena ⁠máxima de 15 anos de prisão e multa de US$5 milhões, enquanto cada acusação de roubo de segredos comerciais prevê pena máxima de 10 anos e multa de US$250 mil.

A sentença ​de Ding deve ser proferida em 1º de setembro, de acordo com a pauta do tribunal.

Um advogado de Ding, também conhecido como Leon Ding, disse estar satisfeito com a decisão. O Departamento de Justiça não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Ding foi ​inicialmente indiciado em março de 2024, e uma nova acusação, apresentada em fevereiro de 2025, ampliou as acusações. Os promotores afirmaram que Ding roubou informações sobre a infraestrutura de hardware e a plataforma de software usadas no treinamento de grandes modelos de IA nos data centers de supercomputação do Google.

Alguns dos projetos de chips supostamente roubados haviam sido projetados para dar ao Google, de propriedade da Alphabet, uma vantagem sobre seus rivais na computação ​em nuvem -- a Amazon.com e a Microsoft, que projetam seus próprios chips -- e reduzir a dependência ‌do Google em relação aos chips ⁠da Nvidia.

A acusação sustenta que Ding ingressou no Google em maio de 2019 e começou a cometer os furtos três anos depois, quando estava sendo convidado a ingressar em ⁠uma empresa chinesa de tecnologia em fase inicial.

O Google ⁠não foi indiciado e afirmou ter cooperado ⁠com as autoridades. ⁠A ​empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

(Reportagem de Tom Hals em Wilmington, em Delaware)

Reuters

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