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Kiev compara Rússia ao Estado Islâmico após vídeo de decapitação

Kiev compara Rússia ao Estado Islâmico após vídeo de decapitação

Reuters

12/04/2023

Placeholder - loading - Bandeira russa é levantada durante cerimônia militar na Crimeia 25/02/2023 REUTERS/Alexey Pavlishak
Bandeira russa é levantada durante cerimônia militar na Crimeia 25/02/2023 REUTERS/Alexey Pavlishak

Atualizada em  12/04/2023

KIEV (Reuters) - A Ucrânia comparou a Rússia nesta quarta-feira ao Estado Islâmico e pediu ao Tribunal Penal Internacional para investigar depois que um vídeo mostrou supostos soldados russos se filmando decapitando um prisioneiro ucraniano com uma faca.

A Reuters não pôde verificar imediatamente a autenticidade ou origem do vídeo publicado em redes sociais e que mostra um homem de uniforme decapitando outro que usava a braçadeira amarela de soldados ucranianos.

O Kremlin descreveu o vídeo como 'horrível', mas disse que sua autenticidade precisa ser verificada. Moscou negou no passado que suas tropas tenham cometido atrocidades durante o conflito.

'Há algo que ninguém no mundo pode ignorar: a facilidade com que esses monstros matam', disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy. 'Haverá responsabilidade legal para tudo. A derrota do terror é necessária.'

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, afirmou no Twitter: 'Um vídeo horrível de tropas russas decapitando um prisioneiro de guerra ucraniano está circulando online.'

'É um absurdo que a Rússia, que é pior que o Isis, esteja presidindo o CSNU', disse ele, referindo-se ao Conselho de Segurança da ONU, onde a Rússia assumiu a presidência rotativa neste mês. 'Os terroristas russos precisam ser expulsos da Ucrânia e da ONU e serem responsabilizados por seus crimes.'

Militantes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria ficaram conhecidos por divulgar vídeos de decapitações de prisioneiros quando controlavam áreas desses países de 2014 a 2017.

Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres: 'Antes de tudo, no mundo de falsificações em que vivemos, precisamos verificar a veracidade desta filmagem.'

(Por Max Hunder e Dan Peleschuk)

Reuters

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