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Kremlin diz que ajuda britânica com mísseis à Ucrânia “joga lenha na fogueira”

Kremlin diz que ajuda britânica com mísseis à Ucrânia “joga lenha na fogueira”

Reuters

24/08/2026

Placeholder - loading - Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, participa de reunião em Moscou 3 de junho de 2026 REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool
Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, participa de reunião em Moscou 3 de junho de 2026 REUTERS/Ramil Sitdikov/Pool

MOSCOU, 24 Ago (Reuters) - O Kremlin ​disse nesta segunda-feira que a decisão do Reino Unido de fornecer à Ucrânia informações confidenciais sobre componentes de fabricação britânica utilizados na produção dos mísseis de cruzeiro de longo alcance SCALP “jogaria lenha na fogueira” e foi vista por Moscou de forma extremamente negativa.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, chegou a Kiev nesta segunda-feira em ⁠sua ⁠primeira viagem ao exterior desde ​que ‌assumiu o cargo e deve anunciar o apoio britânico para ajudar Kiev a melhorar sua produção nacional de mísseis de longo alcance.

Questionado sobre a ⁠visita e o apoio, o porta-voz do Kremlin, ​Dmitry Peskov, acusou o Reino Unido de fazer tudo ​o que pudesse para impedir ‌qualquer avanço rumo ​a ⁠um eventual acordo de paz.

“O Reino Unido está envolvido nesta guerra ao lado do regime de Kiev. O Reino ​Unido, de forma metódica e regular, joga lenha na fogueira e, de forma metódica e regular, trama esquemas para impedir até mesmo o menor progresso no ​processo de solução pacífica”, disse Peskov aos repórteres.

Peskov afirmou que as Forças Armadas russas já estavam coletando dados sistematicamente para identificar a localização de quaisquer instalações de produção de mísseis e, em seguida, destruí-las.

Moscou alertou Londres na semana passada sobre “consequências” não especificadas pelo fornecimento de drones ​a Kiev, acusando o Reino Unido de aprofundar seu ‌envolvimento na guerra após uma ⁠reportagem afirmar que drones de fabricação britânica haviam sido usados pela primeira vez em ataques de longo ⁠alcance contra a Rússia. Burnham afirmou ⁠na ocasião que Londres ⁠estava comprometida ⁠a ​apoiar a Ucrânia 100% contra “essa guerra ilegal”.

(Reportagem de Dmitry Antonov)

Reuters

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