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Kremlin rejeita sugestão da Armênia de que Rússia está abandonando sul do Cáucaso

Kremlin rejeita sugestão da Armênia de que Rússia está abandonando sul do Cáucaso

Reuters

05/09/2023

Placeholder - loading - Primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, em Moscou 25/05/2023 Sputnik/Mikhail Metzel/Pool via REUTERS
Primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, em Moscou 25/05/2023 Sputnik/Mikhail Metzel/Pool via REUTERS

MOSCOU (Reuters) - O Kremlin rejeitou nesta terça-feira uma sugestão do primeiro-ministro da Armênia de que a Rússia tem falhado em proteger seu país no impasse com o vizinho Azerbaijão e está diminuindo a presença no sul do Cáucaso.

Em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica publicada no domingo, o premiê armênio, Nikol Pashinyan, acusou a Rússia de não ter conseguido garantir a segurança da Armênia contra o que ele disse ser uma agressão do Azerbaijão na região separatista de Nagorno-Karabakh.

Yerevan tem se queixado repetidamente de que as forças de paz russas permitiram durante nove meses que os azeris bloqueassem o 'corredor de Lachin', a única estrada que liga Nagorno-Karabakh à Armênia, causando escassez de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres nesta terça-feira que a Rússia, que possui uma base militar na Armênia e enviou forças de manutenção da paz para defender um acordo de cessar-fogo, continuará a ser um 'garantidor da segurança' na região.

Pashinyan disse que a Armênia sente que a Rússia está recuando do sul do Cáucaso, que inclui o Azerbaijão e a Geórgia. Ele também sugeriu que Moscou tem sido incapaz de satisfazer todas as necessidades de segurança armênias devido às suas próprias necessidades para a guerra na Ucrânia.

'Não podemos concordar com estas teses', disse Peskov. 'A Rússia é uma parte absolutamente integrante desta região... A Rússia desempenha um papel consistente e muito importante na estabilização da situação nesta região... e continuaremos a desempenhar esse papel.'

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em um briefing separado, chamou os comentários de Pashinyan de 'retórica pública beirando a grosseria' e disse que, em vez de culpar os outros, Yerevan deveria assumir a responsabilidade por suas próprias ações.

Ela também disse que Moscou deseja que a ajuda humanitária chegue ao enclave sem impedimentos.

Reuters

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