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Líderes da China prometem dar suporte à economia sem novos grandes planos de estímulo

Líderes da China prometem dar suporte à economia sem novos grandes planos de estímulo

Reuters

30/07/2026

Placeholder - loading - Pessoas a caminho do trabalho em Xangai  15 de abril de 2025.  REUTERS/Go Nakamura
Pessoas a caminho do trabalho em Xangai 15 de abril de 2025. REUTERS/Go Nakamura

Por Claire Fu e Kevin ​Yao e Liangping Gao

CINGAPURA/PEQUIM, 30 Jul (Reuters) - Os líderes da China prometeram, em uma reunião nesta quinta-feira, dar suporte à economia acelerando os gastos fiscais em projetos de infraestrutura já previstos no orçamento até o final do ano, em vez de planejar novas medidas de estímulo de grande porte.

Dados divulgados neste mês mostraram que o crescimento econômico no segundo trimestre ⁠foi ⁠o mais lento em mais ​de três ‌anos, ficando em 4,3%, abaixo da meta mínima para o ano inteiro, que varia de 4,5% a 5,0%. Ainda assim, graças a um início de ⁠ano melhor do que o esperado, Pequim pode se ​dar ao luxo de não pisar fundo no acelerador, afirmam ​analistas.

“Não houve nenhuma medida de ‌grande impacto, o ​que está ⁠amplamente em linha com nossa expectativa de que o suporte continuará focado em estabelecer um piso para o crescimento, em ​vez de oferecer estímulos em grande escala”, disse Tommy Xie, chefe de pesquisa macroeconômica para a Ásia do OCBC Bank.

“O conjunto de ferramentas ainda mantém flexibilidade, mas ​o foco no terceiro trimestre provavelmente será acelerar a implantação dos recursos já existentes.”

O Politburo, órgão máximo de tomada de decisões do Partido Comunista, reconheceu “as dificuldades e os desafios enfrentados pela economia” em sua reunião, informou a agência oficial de notícias Xinhua.

A China deve “acelerar o ritmo dos gastos fiscais”, segundo ​um resumo da discussão.

O apetite de Pequim para estímulos para ‌impulsionar a economia permanece limitado, ⁠já que o país tenta conter o excesso de capacidade industrial, ao mesmo tempo em que pressiona governos ⁠locais endividados a manter os gastos ⁠dentro de suas possibilidades.

(Reportagem de ⁠Claire Fu em ⁠Cingapura ​e Kevin Yao, Liangping Gao e Ethan Wang em Pequim)

Reuters

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