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    Líderes de Coreia do Sul, Japão e China vão promover diálogo entre Coreia do Norte e EUA

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    Premiê da China, Li Keqiang, primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e presidente da Coreia do Sul, Moon Jae, posam para fotos antes de cúpula em Chengdu, na província de Sichuan, na China. 24/12/2019

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    CHENGDU, China (Reuters) - China, Japão e Coreia do Sul concordaram em trabalhar juntos para promover o diálogo entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, afirmou o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, nesta terça-feira, após uma cúpula entre os três países na China.

    A Coreia do Norte estabeleceu um prazo até o final do ano para os EUA mudarem o que diz ser uma política de hostilidade em meio a um impasse nos esforços para progredir em sua promessa de encerrar o programa nuclear do Norte e estabelecer uma paz duradoura.

    O líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente dos EUA, Donald Trump, se encontraram três vezes desde junho de 2018, mas não houve progresso substancial no diálogo enquanto o Norte exigia que as sanções internacionais esmagadoras fossem levantadas primeiro.

    Falando na cidade chinesa de Chengdu, no sudoeste da China, após uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, Moon disse que os três países concordaram com a necessidade de uma comunicação estreita.

    'Coreia do Sul, China, Japão, os três países concordaram em continuar com estreita comunicação e cooperação para a desnuclearização e a paz duradoura na Península Coreana', afirmou Moon em entrevista coletiva.

    'Nós compartilhamos a opinião de que a paz na Península Coreana é do interesse comum dos três países e decidimos trabalhar juntos para garantir que a desnuclearização e a paz continuem através do diálogo imediato entre a Coreia do Norte e os EUA', acrescentou.

    Li disse que os três líderes reafirmaram a necessidade de buscar uma resolução para a questão norte-coreana via diálogo e que os três cooperassem nesse sentido.

    A China é o principal apoiador econômico e diplomático da Coreia do Norte, embora Pequim tenha se irritado com os repetidos testes de mísseis e nucleares de Pyongyang.

    O enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, se reuniu com dois diplomatas chineses durante sua visita de dois dias a Pequim na semana passada, após reuniões semelhantes na Coreia do Sul e no Japão dias antes, enquanto diplomatas fazem tentativas de última hora para impedir novos confrontos.

    Pequim, juntamente com a Rússia, propôs na semana passada que o Conselho de Segurança das Nações Unidas levante algumas sanções no que chama de tentativa de romper o impasse atual e procurar obter apoio.

    Mas não está claro se Pequim pode convencer Seul e Tóquio a romper com Washington, o que deixou clara sua oposição e pode vetar qualquer resolução.

    (Por Norihiko Shirouzu, com reportagem adicional de Sangmi Cha em Seul)

    Escrito por Reuters

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