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Macron mantém premiê francesa na função apesar de agitação com reforma da Previdência e tumultos

Macron mantém premiê francesa na função apesar de agitação com reforma da Previdência e tumultos

Reuters

17/07/2023

Placeholder - loading - Macron e Elisabeth Borne conversam antes de jantar no Louvre 14/07/202 REUTERS/Pascal Rossignol
Macron e Elisabeth Borne conversam antes de jantar no Louvre 14/07/202 REUTERS/Pascal Rossignol

PARIS (Reuters) - O presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu manter Elisabeth Borne no cargo de primeira-ministra, informou uma autoridade do gabinete presidencial nesta segunda-feira, rejeitando a pressão para dar uma nova direção ao seu governo após alguns meses tumultuados.

Meses de agitação e greves devido à reforma da Previdência de Macron, bem como cinco dias de tumultos e saques em cidades francesas este mês, têm alimentado pedidos de reorganização entre oponentes políticos e alguns membros do governo.

No entanto, sem um candidato claro para substituir Borne, uma ex-tecnocrata que críticos dizem não ter carisma, mas que apoiadores afirmam que já cumpriu muitas das promessas de campanha de Macron, o líder francês decidiu mantê-la no comando do gabinete.

'Para garantir a estabilidade e um trabalho aprofundado, o presidente decidiu manter a primeira-ministra', disse o gabinete de Macron.

O presidente também fornecerá 'até o final da semana' pistas sobre seus planos para os próximos meses, disse a autoridade.

A mídia francesa noticiou que Borne estava trabalhando em 'ajustes', o que indica que pode haver apenas uma remodelação técnica em andamento que não resultaria em mudanças nos principais ministérios, como o Ministério das Finanças.

Rumores de uma possível reorganização do governo circularam após a onda repentina de tumultos, desencadeada pela morte de um adolescente pela polícia, representando a Macron uma das maiores crises de sua liderança até o momento.

Uma fonte próxima a Macron disse à Reuters que mudar a primeira-ministra agora não fazia sentido, uma vez que o governo minoritário de Macron não conseguiu fechar um acordo com possíveis aliados conservadores de direita no Parlamento.

(Reportagem de Liu Zhifan e Dominique Vidalon)

Reuters

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