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    Mais da metade das crianças refugiadas do mundo não frequenta escolas, diz ONU

    Por Thomson Reuters

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    Por Sonia Elks

    LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - Mais da metade dos refugiados em idade escolar do mundo não têm acesso à educação, uma vez que os países que os acolhem estão sobrecarregados por crescentes crises humanitárias, disse ONU nesta quarta-feira.

    Quatro milhões de crianças refugiadas por todo o mundo não frequentam escolas, um aumento de meio milhão em relação ao ano anterior, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) em relatório.

    'A educação é uma maneira de ajudar os jovens a se curarem, mas também é a maneira de ressuscitar países inteiros', disse o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi.

    'Com base nos padrões atuais, a menos que um investimento urgente seja feito, centenas de milhares de crianças a mais se juntarão a estas estatísticas perturbadoras'.

    O Acnur disse que até o final de 2017 tinha quase 20 milhões de refugiados sob seus cuidados, o que exclui cerca de 5 milhões de refugiados palestinos, já que o número de pessoas deslocadas cresceu em todo o mundo.

    Mais da metade eram crianças, com 7,4 milhões em idade escolar.

    Apenas 61 por cento das crianças refugiadas frequentam a escola primária, frente a mais de 90 por cento de todas as crianças do mundo, segundo o relatório.

    O número é ainda mais baixo para crianças mais velhas, com menos de um em cada quatro refugiados com idade para frequentar a escola secundária tendo acesso à educação.

    Apenas um por cento frequenta universidades, comparado a mais de um terço dos jovens do mundo.

    Mais de 500 mil crianças refugiadas foram matriculadas em escolas no ano passado, mas o crescimento rápido da população de refugiados faz com que a proporção de pessoas fora de escolas não diminua.

    Katherine Begley, assessora técnica de educação da agência humanitária Care USA, disse que o estudo é um passo vital para ajudar famílias refugiadas a reconstruírem suas vidas.

    'A educação protege e a educação empodera', disse à Thomson Reuters Foundation.

    'Ela fornece oportunidades para cultivar amizades e apoia o trabalho de estabelecer uma rotina, o que crianças que estão saindo de circunstâncias traumáticas precisam o mais rápido possível'.

    A pouca educação disponível muitas vezes acontece em abrigos temporários e precários a céu aberto.

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