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    Marcelo Ramos (PR-AM) vai presidir comissão da Previdência e Samuel Moreira (PSDB-SP) será relator

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    Por Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta quinta-feira que o deputado Marcelo Ramos (PR-AM) será o presidente da comissão especial da reforma da Previdência, e a relatoria ficará a cargo de Samuel Moreira (PSDB-SP).

    Segundo Maia, diversos parlamentares de diferentes partidos estavam interessados em ocupar tanto a presidência como a relatoria da comissão especial, e os nomes escolhidos foram resultado de um consenso entre as legendas alinhadas com a proposta de reforma da Previdência.

    'Para que a comissão ande é preciso um consenso', disse Maia em entrevista na porta da residência oficial ao sair para a Câmara, após anunciar os nomes dos escolhidos para comandar a comissão especial.

    A comissão, que vai analisar o mérito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma previdenciária, tem instalação prevista ainda para a manhã desta quinta-feira. O colegiado terá 49 titulares e igual número de suplentes.

    'Espero que o relator Samuel consiga construir um sistema, inclusive que ele possa ter sub-relatores, porque a demanda para ajudar é muito grande', disse Maia.

    'Espero que o relator possa construir um processo de construção de voto dele para o futuro ouvindo e colocando esses parlamentares com participação de forma efetiva, até porque uma votação dessa é uma construção muito coletiva, e não uma construção individual', acrescentou.

    A PEC da Previdência será analisada pela comissão especial após ter tido admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira, graças a um acordo do governo com o chamado centrão.

    A comissão especial terá um prazo de 40 sessões, a partir de sua constituição, para proferir parecer, sendo que a apresentação de emendas à proposta tem de ser feita nas 10 primeiras sessões.

    Depois da comissão especial, a PEC segue para o plenário da Câmara, onde passa por dois turnos de votação, com um intervalo de cinco sessões entre eles. Nas duas votações, a PEC precisa receber o aval de três quintos dos 513 deputados em votação nominal, o equivalente a 308 votos, para ser aprovada e encaminhada ao Senado.

    (Com reportagem adicional de Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

    Escrito por Thomson Reuters

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