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Mercado reduz previsão de Selic ao final do ano para 13,25% e eleva projeção de inflação no Focus

Mercado reduz previsão de Selic ao final do ano para 13,25% e eleva projeção de inflação no Focus

Reuters

13/10/2026

Placeholder - loading - Mercado em Montenegro (RS)    17 de maio de 2025    REUTERS/Diego Vara
Mercado em Montenegro (RS) 17 de maio de 2025 REUTERS/Diego Vara

SÃO PAULO, 13 Out (Reuters) - Economistas consultados pelo ​Banco Central veem agora a taxa básica de juros em 13,25% ao ano ao final de 2026, ao mesmo tempo que revisaram para cima seus cálculos para inflação medida pelo IPCA ao final deste ano, mostrou o Boletim Focus divulgado pelo BC nesta terça-feira, a primeira versão da pesquisa feita após o primeiro turno da eleição presidencial, realizado no dia 4 de outubro.

De acordo com o levantamento do BC junto a cerca de 100 instituições financeiras, os agentes veem agora dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros ⁠nas reuniões ⁠do Comitê de Política Monetária (Copom) de ​novembro e ‌dezembro. Atualmente a Selic está em 13,75% ao ano.

Na semana passada, em pesquisa concluída na sexta-feira anterior ao primeiro turno da eleição presidencial, os agentes viam a Selic em 13,50% ao ano ao término de 2026. Para o fim de ⁠2027, os economistas mantiveram a previsão da Selic em 12,00%.

Os economistas ouvidos pelo ​BC também estimaram uma alta para 5,22% no IPCA ao final deste ano, ​ante 5,01% na semana passada, o que representa a ‌quarta semana seguida de ​elevação ⁠na projeção da inflação. Para o ano que vem, a estimativa do IPCA se manteve em 4,30%, enquanto para 2028 foi reajustada para 3,79%, ante 3,80%. A meta de inflação é de ​3,00% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Os agentes também alteraram suas estimativas para a cotação do real ante o dólar, vendo agora a moeda norte-americana valendo R$5,15 ao final deste ano, ante R$5,20 na semana ​anterior, e R$5,26 ao término do ano que vem, ante R$5,28.

As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foram mantidas em 1,85% para este ano e em 1,40% para o próximo.

Após o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) os ativos brasileiros tiveram um rali na semana passada, com o dólar caindo em relação ao real e os juros futuros também registrando ​quedas. Os agentes de mercado acreditam em uma maior probabilidade de um ajuste nas contas públicas ‌em um eventual governo de Flávio ⁠Bolsonaro, embora o candidato não tenha ainda apresentado planos detalhados neste sentido.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia ⁠brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do BC ⁠com cerca de 100 instituições financeiras:

Expectativas de mercado 2026 2026 2027 2027

Mediana Há ⁠1 Hoje Há 1 Hoje

semana semana

IPCA (%) 5,01 5,22 4,30 4,30

PIB (%) 1,85 1,85 1,40 1,40

Dólar (fim de ⁠período-R$) 5,20 5,15 5,28 5,26

Selic (fim ​de período-% a.a.) 13,50 13,25 12,00 12,00

Preços administrados (%) 4,61 4,89 3,84 3,84

Conta corrente (US$ bi) -60,00 -60,00 -59,30 -59,30

Balança comercial (US$ bi) 78,30 78,88 79,00 79,00

IDP (US$ bi) 80,00 80,00 79,00 79,25

Dívida líquida pública (%/PIB) 70,00 70,00 73,75 73,90

(Por Eduardo SimõesEdição de Tatiana Ramil)

Reuters

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