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Mercados argentinos despencam após reeleição de Lula no Brasil

Mercados argentinos despencam após reeleição de Lula no Brasil

Reuters

26/10/2026

Placeholder - loading - Operador trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Buenos Aires 16 de agosto de 2007 REUTERS/Marcos Brindicci
Operador trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Buenos Aires 16 de agosto de 2007 REUTERS/Marcos Brindicci

BUENOS AIRES, 26 Out (Reuters) - O ​mercado financeiro argentino registrava queda nesta segunda-feira, acompanhando o recuo nos mercados de seu principal parceiro econômico, o Brasil, após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial no domingo.

O índice de ações argentino, o MSCI Merval , registrava uma forte queda de 6,24% às 11h10 (horário de Brasília), enquanto as negociações de ações ⁠em ⁠seu equivalente brasileiro, o Ibovespa , ​despencavam mais ‌de 17%.

“O resultado eleitoral surpreendente não é apenas uma má notícia para o mercado brasileiro. O efeito de contágio também afeta o Merval e os títulos soberanos argentinos”, ⁠afirmou Roberto Geretto, analista do Adcap Grupo Financiero.

“Do ponto de ​vista macroeconômico, um real mais fraco exerce pressão sobre o ​dólar ao valorizar a taxa de ‌câmbio real multilateral”, ​acrescentou.

Por sua ⁠vez, o mercado cambial desvalorizava-se em 0,71%, para 1.540,50 pesos por dólar, após atingir uma mínima histórica intradia de 1.542 na venda, e ​os títulos no mercado de balcão recuavam, em média, 0,7%.

“O Brasil caminha para um dia difícil no mercado financeiro com fraqueza acentuada no mercado de renda fixa e uma forte desvalorização ​do real. Os mercados terão que desfazer as expectativas geradas por uma possível vitória de Bolsonaro e absorver um novo ‘cisne negro’: um evento improvável, mas de grande impacto”, disse o economista Gustavo Ber.

“O contágio desse clima de pessimismo aos ativos argentinos parece irreversível e pode ser igualmente significativo... em um mundo que enfrentará sucessivas ​eleições importantes nos próximos meses — entre elas, em Israel, nos Estados Unidos ‌e na França —, a lição ⁠para os investidores volta a ser que toda previsão pode falhar”, acrescentou.

A Argentina realizará eleições presidenciais em 2027, nas quais ⁠o presidente Javier Milei buscará a reeleição.

O risco-país ⁠da Argentina situava-se em 738 ⁠pontos-básicos, um ⁠nível ​semelhante ao registrado no final de outubro de 2025.

(Reportagem de Hernán Nessi)

Reuters

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