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Metas progressistas ganham apoio de eleitores independentes nos EUA, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

Metas progressistas ganham apoio de eleitores independentes nos EUA, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

Reuters

07/08/2026

Placeholder - loading - Abdul El-Sayed, vencedor das primárias democratas em Michigan, nos EUA  5 de agosto de 2026   REUTERS/Rebecca Cook
Abdul El-Sayed, vencedor das primárias democratas em Michigan, nos EUA 5 de agosto de 2026 REUTERS/Rebecca Cook

Por Joseph Ax e Jason Lange

WASHINGTON, 7 Ago (Reuters) - Propostas democratas ​progressistas, incluindo o “Medicare para todos” e novos impostos sobre bilionários, têm impulsionado candidatos insurgentes, como Abdul El-Sayed, a vitórias nas primárias deste ano, abalando a cúpula do partido e levando-a a se preocupar com o desempenho dos democratas nas eleições de meio de mandato de novembro.

Mas uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída nesta semana constatou que essas ideias — embora de forma alguma representem toda a agenda progressista — contam com o apoio de eleitores independentes, que podem ser decisivos para determinar se o Partido Republicano do presidente Donald Trump manterá sua maioria no Congresso nos próximos dois anos.

Cerca de 64% dos eleitores independentes registrados disseram na pesquisa nacional de seis dias apoiar o aumento de impostos sobre empresas e bilionários, em comparação com 15% que se opõem à ideia.

E 60% dos ⁠independentes afirmaram apoiar ⁠a cobertura de saúde fornecida pelo governo para todos ​os norte-americanos, ‌o que os progressistas — incluindo El-Sayed, candidato ao Senado dos EUA por Michigan — têm defendido como “Medicare para todos” — a expansão do programa de seguro de saúde administrado pelo governo para cobrir todos os norte-americanos.

Os resultados sugerem um caminho a seguir para candidatos como El-Sayed, que enfrentará o republicano Mike Rogers no que se espera ser uma disputa altamente ⁠acirrada, que terá um papel fundamental na decisão pelo controle do Senado. Michigan, onde Trump venceu ​em duas das últimas três eleições presidenciais, representa um desafio mais acirrado para El-Sayed do que aqueles enfrentados por ​alguns outros progressistas de destaque que venceram as primárias em áreas fortemente ‌democratas.

Os republicanos, liderados por Trump, ​aproveitam-se da ⁠ascensão do movimento socialista democrático, tentando retratar todos os democratas como extremistas e, às vezes, rotulando-os incorretamente de comunistas. Eles também têm procurado associar os democratas às visões mais radicais de alguns adeptos do movimento; quando a copresidente nacional dos Socialistas Democráticos da América (DSA), ​Megan Romer, defendeu na Fox News, no mês passado, a abolição do Senado dos EUA, a eliminação das fronteiras e o corte de verbas para o Pentágono, os líderes republicanos se apressaram em divulgar amplamente a declaração.

Embora El-Sayed não seja membro da DSA, ele conta com o apoio de democratas afiliados ao movimento, incluindo o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a deputada ​federal Alexandria Ocasio-Cortez e o senador Bernie Sanders. As campanhas presidenciais de Sanders em 2016 e 2020 ajudaram a trazer para o centro do debate políticas progressistas como o Medicare para todos e impostos mais altos para os ricos.

“O rótulo o prejudica muito mais do que as questões em si”, disse John Feehery, estrategista republicano, sobre El-Sayed. “Os republicanos vão chamá-lo de socialista, e ele tem o apoio de Bernie Sanders e da AOC... El-Sayed é muito empolgante para a esquerda, mas assusta o centro.”

Apesar de apoiarem políticas progressistas específicas, os independentes têm uma visão negativa dos socialistas democráticos, embora a maioria afirme não entender muito ​bem o termo. Quarenta e três por cento dos independentes disseram que estariam menos propensos a votar em um candidato que se ‌identifique como socialista democrático, em comparação com 22% que ⁠afirmaram estar mais propensos. O restante não tinha certeza ou não respondeu à pergunta.

Mas os republicanos enfrentam problemas semelhantes — e talvez ainda mais graves. Cerca de 59% dos eleitores independentes afirmaram que estariam menos propensos a votar em um candidato que ⁠se identifique com o movimento “Make America Great Again” (Maga) de Trump.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada ⁠online de 29 de julho a 3 de agosto, coletou ⁠respostas de 4.505 adultos norte-americanos, ⁠incluindo ​1.097 independentes registrados para votar. Os resultados tiveram uma margem de erro de 3 pontos percentuais para as opiniões dos eleitores independentes.

Reuters

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