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México vai propor projeto para coibir conteúdos violentos nas redes sociais após ataque a escola

México vai propor projeto para coibir conteúdos violentos nas redes sociais após ataque a escola

Reuters

02/10/2026

Placeholder - loading - Forças de segurança do lado de fora da Escola Secundária nº 13 após ataque no México   1º de outubro de 2026    REUTERS/Stringer
Forças de segurança do lado de fora da Escola Secundária nº 13 após ataque no México 1º de outubro de 2026 REUTERS/Stringer

CIDADE DO MÉXICO, 2 Out (Reuters) - ​O governo do México prevê apresentar um projeto de lei na próxima semana pedindo que as plataformas de rede social removam conteúdos que incitem à violência, afirmou a presidente Claudia Sheinbaum nesta sexta-feira.

O anúncio foi feito após o ataque mortal ocorrido na quinta-feira em uma escola no Estado de Coahuila, no norte do México, que resultou na ⁠morte ⁠de uma vice-diretora e deixou ​quatro ‌pessoas feridas. Dois jovens de 18 anos, que seriam os autores do ataque, foram presos no local.

“O objetivo é que as plataformas digitais assumam ⁠parte da responsabilidade e se abstenham de divulgar, promover ​ou espalhar conteúdo relacionado a esse tipo de informação — ​incluindo atos criminosos ou comportamentos violentos”, ‌disse Sheinbaum ​durante sua ⁠coletiva de imprensa diária.

Ela afirmou que o governo buscará um projeto de lei, lei ou outro marco legal que ​exija que todas as plataformas de mídia social cumpram essas normas.

Apresentada como uma medida para proteger os jovens mexicanos da exposição à violência, Sheinbaum também disse que ​as autoridades estão abertas ao diálogo com as plataformas.

Países como Austrália e Reino Unido, bem como a União Europeia, aprovaram leis que exigem que as plataformas de mídia social removam conteúdo violento.

Na América Latina, o Brasil foi o que mais avançou: o Supremo Tribunal Federal determinou, em ​2025, que as plataformas devem remover conteúdos que incitem à ‌violência. Parlamentares na Argentina, no ⁠Chile e na Costa Rica estão analisando projetos de lei que restringiriam o acesso de crianças às ⁠redes sociais e exigiriam que as ⁠plataformas bloqueassem conteúdos prejudiciais, ⁠incluindo material sexual ⁠ou ​violento voltado para menores.

(Reportagem de Raul Cortes e Aida Pelaez-Fernandez)

Reuters

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