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    Minha perspectiva é que queda do PIB vai ser menor ainda, diz Guedes

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    Brazil's Economy Minister Paulo Guedes attends a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, August 28, 2020. REUTERS/Adriano Machado

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    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira que sua perspectiva é que a queda da economia brasileira este ano será ainda menor do que a esperada, após ressaltar que a contração na faixa de 4% a 5%, que está sendo vista pelo mercado, representa metade do tombo que já chegou a ser previsto por alguns agentes.

    Em evento virtual do Credit Suisse, o ministro disse que os dados mais recentes mostram a retomada da atividade, e esse movimento está vindo mais rápido até do que ele antecipava.

    Oficialmente, a projeção do Ministério da Economia é de uma retração do PIB de 4,7% em 2020, mas o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, apontou na semana passada que ela será revisada em setembro após 'todos os dados' indicarem que 'o pior já passou'. [nL1N2G11FI]

    No boletim Focus mais recente, a expectativa para o PIB este ano foi piorada a uma queda de 5,31%, contra recuo de 5,28% estimado uma semana antes. [nL1N2G50D4]

    Nesta quarta-feira, Guedes também defendeu o pacto federativo como uma reformatação do setor público, com a existência de gatilhos para o controle dos gastos públicos. O ministro reafirmou que duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) desse pacote --PEC emergencial e PEC do Pacto Federativo-- estão sendo fundidas em uma só, para a qual previu aprovação em uma ou duas semanas.

    Com a PEC, Guedes previu que nenhuma crise fiscal durará mais do que dois anos. Ele também defendeu que a indexação não protegeu a sociedade da inflação e que ela representa uma falsa promessa.

    Guedes também disse haver uma relação muito boa do governo com o Congresso, ao contrário do que é dito por 'fofoqueiros'.

    O ministro reiterou ainda que o governo vai desalavancar os bancos públicos e privatizar 'duas, três, quatro' grandes empresas.

    (Por Marcela Ayres)

    Escrito por Reuters

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