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Não há urgência em cortar juros devido à força da economia dos EUA, diz presidente do Fed de Atlanta

Não há urgência em cortar juros devido à força da economia dos EUA, diz presidente do Fed de Atlanta

Reuters

04/03/2024

Placeholder - loading - Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic 31/08/2023. REUTERS/Esa Alexander/File Photo
Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic 31/08/2023. REUTERS/Esa Alexander/File Photo

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve não está sob pressão urgente para cortar a taxa de juros dada a economia e o mercado de trabalho 'prósperos', disse o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, em comentários que destacaram o risco de a inflação ficar presa acima da meta de 2% do banco central dos Estados Unidos ou ser levada para cima pela 'exuberância reprimida'.

Bostic disse ainda achar que seria apropriado o Fed aprovar dois cortes de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.

'Preciso ver mais progresso para me sentir totalmente confiante de que a inflação está em um caminho seguro para atingir a média de 2% ao longo do tempo', disse Bostic em um novo ensaio nesta segunda-feira, citando a possibilidade de que a inflação subjacente possa ficar presa acima da meta do banco central e que uma onda de nova demanda na economia possa fazer com que a inflação suba novamente.

'Somente quando eu ganhar essa confiança é que sentirei que é o momento certo para começar a reduzir a taxa básica de juros', disse Bostic, membro votante este ano no comitê que define os juros. 'A boa notícia é que o mercado de trabalho e a economia estão prosperando, dando ao Comitê (Federal de Mercado Aberto) o luxo de administrar a política monetária sem a pressão da urgência.'

O Fed volta a se reunir em 19 e 20 de março e deve manter os juros na faixa de 5,25% a 5,5%, onde estão desde julho. Também divulgará projeções atualizadas sobre até onde a taxa pode cair este ano dadas as recentes quedas na inflação;

Como cenário base, Bostic disse que acha que a inflação deve retornar 'lentamente' à meta do Fed sem grandes danos ao mercado de trabalho ou ao crescimento, o que ele chamou de 'sucesso retumbante'.

Mas esse resultado 'não está garantido... é prematuro reivindicar vitória na luta contra a inflação', disse ele.

Bostic afirmou que conversas recentes com executivos de empresas o deixaram confiante de que a economia está forte, mas preocupado com um novo aumento da demanda.

'Muitos executivos nos disseram que estão em pausa, prontos para implantar ativos e aumentar as contratações no momento certo', disse Bostic. 'Se esse cenário se desenvolver em grande escala, tem o potencial de desencadear uma explosão de nova demanda... Essa ameaça do que chamarei de exuberância reprimida é um novo risco de alta que, em minha opinião, merece ser analisado nos próximos meses.'

Reuters

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