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Navio petroleiro russo chega a Cuba e Moscou promete ficar ao lado de Havana

Navio petroleiro russo chega a Cuba e Moscou promete ficar ao lado de Havana

Reuters

30/03/2026

Placeholder - loading - Pessoas se reúnem para pegar água em caminhão-pipa em Havana 19/03/2026 REUTERS/Norlys Perez
Pessoas se reúnem para pegar água em caminhão-pipa em Havana 19/03/2026 REUTERS/Norlys Perez

Por Vladimir Soldatkin e Dmitry Antonov

MOSCOU, ​30 Mar (Reuters) - A Rússia disse nesta segunda-feira que um navio petroleiro transportando 100.000 toneladas métricas de petróleo bruto havia chegado a Cuba e que Moscou ficará ao lado de Havana trabalhando para a chegada de mais suprimentos, apesar do bloqueio dos Estados Unidos à ilha governada pelos comunistas.

Os EUA cortaram as exportações de petróleo da Venezuela para Cuba após a derrubada do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro, e o ⁠presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor tarifas ​punitivas ‌a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba.

Mas Trump, no domingo, sinalizou que estava revertendo o curso e expressou simpatia pela necessidade de energia do povo cubano.

O petroleiro Anatoly ⁠Kolodkin estava esperando para descarregar no porto de Matanzas, informou o ​Ministério dos Transportes da Rússia.

O Kremlin disse que havia levantado a ​questão do navio-tanque durante as conversas com ‌os EUA, mas ​que ⁠a Rússia sente que tem o dever de apoiar os 'amigos' em Cuba.

'Essa questão foi de fato levantada com antecedência durante os contatos com nossos parceiros ​norte-americanos', disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

Cuba não recebe um petroleiro há três meses, de acordo com o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e sua crise energética causou apagões em todo o ​país de 10 milhões de habitantes. As autoridades de saúde dizem que a crise aumentou o risco de mortalidade de pacientes com câncer, especialmente crianças.

Cuba tornou-se dependente do petróleo da União Soviética após sua revolução comunista em 1959, e precisa de óleo combustível e diesel importados para gerar energia.

Perguntado se outras remessas russas seriam feitas, Peskov disse: 'Na situação desesperadora ​em que os cubanos se encontram agora, isso, é claro, não pode nos ‌deixar indiferentes, portanto, continuaremos a ⁠trabalhar nisso'.

Os dados de rastreamento de navios da LSEG mostraram que o navio-tanque russo havia deixado o porto russo de Primorsk, no Mar ⁠Báltico, em 8 de março, e agora ⁠estava se movendo ao longo ⁠da costa norte ⁠de ​Cuba.

(Reportagem de Marina Bobrova, Vladimir Soldatkin e Gleb Stolyarov)

((Tradução Redação São Paulo))

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