Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Netanyahu diz que desistiu de parte de reforma judicial em Israel

Netanyahu diz que desistiu de parte de reforma judicial em Israel

Reuters

29/06/2023

Placeholder - loading - Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante reunião de gabinete em Jerusalém 25/06/2023 ABIR SULTAN/Pool via REUTERS
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante reunião de gabinete em Jerusalém 25/06/2023 ABIR SULTAN/Pool via REUTERS

JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que abandonou um elemento central de um plano controverso para reverter poderes da Suprema Corte que tem atormentado o país há meses, embora ele ainda esteja buscando mudanças na forma como os juízes são selecionados.

Em uma entrevista filmada publicada no site do Wall Street Journal nesta quinta-feira, Netanyahu disse que não está mais tentando conceder ao Parlamento a autoridade para anular as decisões da Suprema Corte.

'Eu joguei isso fora', disse Netanyahu sobre a polêmica 'cláusula de anulação'.

Ele disse que outra parte do plano de seu governo nacionalista-religioso, que daria à coalizão governista influência decisiva na nomeação de juízes, será alterada, mas não descartada.

'A forma de escolher juízes não será a estrutura atual, mas não será a estrutura original', disse Netanyahu sem entrar em detalhes.

Os comentários de Netanyahu incomodaram seu ministro da Polícia de extrema-direita, Itamar Ben-Gvir, que acusou o primeiro-ministro de ceder aos manifestantes. 'Fomos eleitos para trazer governança e mudança, a reforma é a pedra angular dessa promessa', tuitou Ben-Gvir.

O governo de Netanyahu revelou seu plano para reformar o sistema judiciário de Israel em janeiro, logo após chegar ao poder, dizendo que a Suprema Corte estava invadindo cada vez mais áreas políticas nas quais não tinha autoridade.

O plano desencadeou protestos em massa, com críticos dizendo que era uma ameaça à democracia. Os Estados Unidos pediram a Netanyahu para buscar acordos amplos sobre reformas, em vez de conduzir rapidamente mudanças unilaterais que, segundo o aliado, comprometeriam a saúde democrática de Israel.

Depois de semanas de manifestações e com os mercados financeiros cada vez mais nervosos com as mudanças propostas e a agitação política que se seguiu, Netanyahu adiou a aprovação do plano no final de março para conversar com a oposição.

(Por Bharat Govind Gautam e Bansari Mayur Kamdar em Bengaluru e Ari Rabinovitch, Maayan Lubell e Steven Scheer em Jerusalém)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...