Norte-americanos não acham que Trump explicou objetivos da guerra contra Irã, mostra pesquisa Reuters/Ipsos
Norte-americanos não acham que Trump explicou objetivos da guerra contra Irã, mostra pesquisa Reuters/Ipsos
Reuters
11/05/2026
Atualizada em 11/05/2026
Por Jason Lange
WASHINGTON, 11 Mai (Reuters) - Dois em cada três norte-americanos acham que o presidente Donald Trump não explicou claramente por que o país entrou em guerra contra o Irã, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída nesta segunda-feira, que também mostrou que seu índice de aprovação está subindo em relação ao nível mais baixo de seu mandato.
A pesquisa de quatro dias revelou profundas preocupações com o aumento dos preços da gasolina e também sugeriu que muitos eleitores estão atribuindo a culpa por seus problemas aos aliados republicanos de Trump, que defenderão suas maiorias no Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.
Após mais de dois meses de um conflito que começou em 28 de fevereiro com uma campanha de bombardeio dos EUA e Israel, 66% dos participantes da pesquisa -- incluindo um em cada três republicanos e quase todos os democratas -- disseram que Trump não 'explicou claramente os objetivos do envolvimento militar dos EUA no Irã'.
A guerra, que esfriou nas últimas semanas quando ambos os lados apresentaram propostas de paz, provocou um aumento de cerca de 50% nos preços da gasolina em todo o país. O Irã paralisou um quinto do comércio global de petróleo ao fechar efetivamente o Estreito de Ormuz -- apesar dos esforços dos navios de guerra dos EUA para reabrir a hidrovia para os navios petroleiros.
FINANÇAS DAS FAMÍLIAS SÃO AFETADAS
Para 63%, a situação financeira pessoal de suas famílias foi afetada pelos recentes aumentos no preço da gasolina, em comparação com 55% em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de 17 a 19 de março.
Agora 36% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump, um aumento de 2 pontos percentuais desde que uma pesquisa Reuters/Ipsos do final de abril mostrou que seu índice de aprovação era de 34%, o nível mais baixo do atual mandato de Trump.
A pesquisa Reuters/Ipsos tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais e para menos, com base no número de pessoas pesquisadas.
A popularidade de Trump continua abaixo da taxa de aprovação de 40% que ele tinha pouco antes do início da guerra. Ele iniciou seu mandato em janeiro de 2025 com 47% de aprovação após vencer a eleição presidencial de 2024 com a promessa de reduzir o custo de vida para os norte-americanos.
PREOCUPAÇÕES COM OS PREÇOS DA GASOLINA
Três quartos do público -- incluindo metade dos republicanos -- acham que seu governo tem pelo menos uma parcela razoável de responsabilidade pelo aumento do preço da gasolina, segundo a última pesquisa Reuters/Ipsos. Quando perguntados sobre qual partido político é o mais responsável, 65% dos entrevistados disseram que a culpa é dos republicanos, em comparação com 27% que disseram ser dos democratas.
Quatro em cada cinco norte-americanos disseram que esperam que os preços da gasolina aumentem ainda mais.
Os republicanos estão defendendo maiorias estreitas na Câmara dos Deputados e no Senado dos EUA nas eleições de meio de mandato. Suas esperanças de manter o controle da Câmara foram reforçadas por recentes decisões judiciais que podem levar a limites de distritos eleitorais mais favoráveis aos republicanos. Os estrategistas republicanos dizem que as chances do partido aumentariam ainda mais se os preços da gasolina caíssem.
Mas sem nenhum acordo à vista entre Washington e Teerã, cerca de três em cada dez norte-americanos já esperam reduzir seus planos de férias de verão se os preços da gasolina se mantiverem firmes, segundo a pesquisa. Muitos esperam cancelar suas viagens ou viajar distâncias mais curtas.
Trump tem prometido repetidamente que os preços da gasolina cairão quando a guerra terminar, embora os analistas alertem que é improvável que isso aconteça rapidamente. O público não tem certeza de quem está em vantagem no conflito. Apenas um em cada três diz que os Estados Unidos têm a vantagem, enquanto cerca de um em cada sete diz que o Irã tem a vantagem, segundo a pesquisa Reuters/Ipsos. Os demais disseram não ter certeza ou que nenhum dos lados tem vantagem.
A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online e em todo o país, reuniu respostas de 1.254 adultos norte-americanos.
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