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ONU intensifica apelo por combustível em Gaza conforme crise humanitária se agrava

ONU intensifica apelo por combustível em Gaza conforme crise humanitária se agrava

Reuters

26/10/2023

Placeholder - loading - Palestinos recebem ajuda da ONU em Khan Younis  23/10/2023    REUTERS/Mohammed Salem
Palestinos recebem ajuda da ONU em Khan Younis 23/10/2023 REUTERS/Mohammed Salem

Atualizada em  26/10/2023

Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - A agência da ONU que fornece ajuda aos civis palestinos na sitiada Gaza alertou que pode ter que encerrar suas operações em breve se combustível não chegar ao enclave, em meio a uma necessidade cada vez mais desesperada de abrigo, água, alimentos e serviços médicos.

A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA) disse que precisa urgentemente de combustível para manter as operações humanitárias que salvam vidas no enclave islâmico governado pelo Hamas que está sob bombardeio israelense há quase três semanas.

'Se combustível não for recebido em Gaza, a UNRWA será forçada a reduzir significativamente e, em alguns casos, a interromper suas operações humanitárias na Faixa de Gaza. As próximas 24 horas são muito críticas', disse.

Israel se recusou a permitir a entrada de combustível com carregamentos de ajuda, dizendo que ele poderia ser tomado pelo Hamas.

Mais de 613.000 pessoas que ficaram desabrigadas pela guerra entre Israel e o Hamas, grupo apoiado pelo Irã, estão abrigadas em 150 instalações da UNRWA em todo o território destruído, um dos lugares mais densamente povoados do mundo.

'Nas últimas 24 horas, outros três membros da equipe da UNRWA foram mortos, elevando o total para 38 funcionários mortos', afirmou a UNRWA.

O enclave está sofrendo com os incessantes ataques aéreos israelenses, desencadeados por um ataque mortal contra comunidades do sul de Israel por militantes do Hamas em 7 de outubro.

Segundo Israel, a operação do Hamas matou cerca de 1.400 pessoas. O Ministério da Saúde de Gaza disse nesta quinta-feira que mais de 7.028 palestinos foram mortos em ataques aéreos desde então.

(Reportagem adicional de Stephanie van den Berg, Bart Meijer e Emma Farge)

Reuters

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