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Otan pode remover obstáculos no caminho de adesão da Ucrânia, diz Alemanha

Otan pode remover obstáculos no caminho de adesão da Ucrânia, diz Alemanha

Reuters

16/06/2023

Placeholder - loading - Ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, durante entrevista coletiva em Berlim 14/06/2023 REUTERS/Fabrizio Bensch
Ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, durante entrevista coletiva em Berlim 14/06/2023 REUTERS/Fabrizio Bensch

Por Sabine Siebold e Andrew Gray

BRUXELAS (Reuters) - Os membros da aliança militar ocidental Organização do Tratado do atlântico Norte (Otan) podem estar prontos para remover alguns obstáculos do caminho da Ucrânia para se juntar ao grupo, disse o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, nesta sexta-feira, algumas semanas antes de uma cúpula da Otan que visa superar as diferenças sobre a adesão de Kiev.

'Há sinais crescentes de que todos serão capazes de concordar com isso', afirmou Pistorius a repórteres em Bruxelas quando questionado sobre relatos de que os Estados Unidos estão abertos a permitir que Kiev abstenha-se de um processo de candidatura formal exigido de algumas outras nações no passado.

'Eu estaria aberto a isso', disse Pistorius, falando à margem de uma reunião com seus colegas da Otan na sede da aliança.

O Washington Post informou na quinta-feira que os Estados Unidos estão dando apoio provisório a um plano que removeria barreiras à entrada da Ucrânia na Otan sem estabelecer um cronograma para sua admissão.

Segundo a publicação, uma autoridade graduada dos EUA disse que Washington está 'confortável' com uma proposta do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, que permitiria a Kiev contornar o chamado Plano de Ação de Adesão (MAP) da aliança.

Desde 1999, a maioria dos países que pretende aderir à Otan tem participado deste programa, que se destina a ajudar os candidatos a cumprir determinados critérios políticos, econômicos e militares.

Ao encurtar o processo, os EUA esperam superar as divisões entre os países membros sobre o caminho de Kiev para ingressar na aliança militar transatlântica, informou o Washington Post.

No entanto, a proposta ainda exigiria que a Ucrânia realizasse reformas e, ao contrário dos desejos dos aliados do Leste Europeu, não daria um prazo para a adesão da Ucrânia, segundo o jornal.

Reuters

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