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Países do Golfo Pérsico cancelam reunião com Irã; houthis voltam a atacar Arábia Saudita

Países do Golfo Pérsico cancelam reunião com Irã; houthis voltam a atacar Arábia Saudita

Reuters

14/09/2026

Placeholder - loading - Embarcações no Estreito de Ormuz 6 de setembro de 2026 REUTERS/Stringer
Embarcações no Estreito de Ormuz 6 de setembro de 2026 REUTERS/Stringer

Por Jana Choukeir e Eman Abouhassira

TAIZ, Iêmen/DUBAI, 14 ​Set (Reuters) - Os países árabes do Golfo Pérsico cancelaram uma reunião com o Irã prevista para esta segunda-feira, enquanto os houthis do Iêmen lançaram um novo ataque contra a Arábia Saudita após combates que estenderam a guerra no Oriente Médio a outro teatro de operações e comprometeram ainda mais o abastecimento global de petróleo.

Os houthis, alinhados com o Irã, afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones nesta segunda-feira contra uma base aérea militar saudita em Khamis Mushait, perto da fronteira, atingindo hangares de aeronaves, sistemas de radar, pistas de decolagem e depósitos de munição. Eles descreveram o ataque ⁠como uma ⁠retaliação às centenas de ataques aéreos sauditas ​contra o ‌Iêmen nos últimos dias.

As autoridades sauditas anunciaram breves alertas de emergência naquela região e em outras três cidades do sul que já haviam sido alvo de ataques dos houthis anteriormente.

Os houthis lançaram um avanço relâmpago na semana passada no Iêmen, que culminou na tomada ⁠de uma ilha na foz do Mar Vermelho na sexta-feira. Um ataque separado ​naquele dia, que Riad atribuiu a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque, danificou o oleoduto ​leste-oeste da Arábia Saudita, a principal rota para o petróleo ‌do Oriente Médio que ​contorna ⁠o Estreito de Ormuz, que está bloqueado.

PREÇOS DO PETRÓLEO DISPARAM

Os preços do petróleo bruto subiram mais de 3% nesta segunda-feira, quando o mercado reabriu após o fim de semana, enquanto o preço médio de ​varejo do diesel nos Estados Unidos — um indicador politicamente sensível — atingiu um novo recorde histórico acima de US$6,23 por galão.

Operadores do mercado afirmam que o fechamento do oleoduto saudita poderia reduzir em até 4% o abastecimento global de petróleo, a menos que seja reaberto nos próximos dias. ​Imagens de satélite mostram trechos do oleoduto danificados por incêndios. Riad não forneceu uma estimativa precisa de quanto tempo ele permanecerá fechado.

Omã deveria sediar uma reunião nesta segunda-feira com o Irã e os países do Golfo Pérsico para discutir negociações com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz, a rota marítima de transporte de petróleo mais importante do mundo, praticamente fechada desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro.

Mas o ministro das Relações Exteriores de ​Omã, Sayyid Badr Albusaidi, anunciou durante a madrugada que a reunião havia sido adiada “em prol do consenso”. ‌O Irã afirmou que o adiamento ocorreu a ⁠pedido da Arábia Saudita.

Enquanto isso, o Irã divulgou uma lista de 77 navios que, segundo o país, teriam violado seus protocolos para operar no Estreito de Ormuz. Qualquer navio da ⁠lista enfrentaria “restrições em futuras passagens, incluindo multas, detenção ou confisco”, e ⁠outros navios que os auxiliassem ao aceitar ⁠transferências de carga seriam ⁠adicionados ​à lista.

(Reportagem da Reuters, em Taiz, e Jana Choukeir, Eman Abouhassira, Elwelly Elwely, Nayera Abdallah, em Dubai)

Reuters

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