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Papa defende solução de dois Estados para conflito entre israelenses e palestinos

Papa defende solução de dois Estados para conflito entre israelenses e palestinos

Reuters

01/11/2023

Placeholder - loading - Papa Francisco 01/11/2023 Mídia do Vaticano/­Simone Risoluti/Divulgação via REUTERS
Papa Francisco 01/11/2023 Mídia do Vaticano/­Simone Risoluti/Divulgação via REUTERS

Atualizada em  01/11/2023

Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco disse nesta quarta-feira que é necessária uma solução de dois Estados para o conflito entre israelenses e palestinos, e pediu um status especial para Jerusalém.

Francisco também disse esperar que uma escalada regional possa ser evitada no conflito, que foi deflagrado quando militantes do Hamas entraram em Israel e mataram cerca de 1.400 israelenses, principalmente civis, e fizeram cerca de 230 reféns.

'(Esses são) dois povos que precisam viver juntos. Com essa solução sábia, dois Estados. Os acordos de Oslo, dois Estados bem definidos e Jerusalém com um status especial', disse o papa em uma entrevista à emissora italiana RAI.

Em 1993, o então primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, e o líder da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat, apertaram as mãos selando os Acordos de Oslo estabelecendo uma autonomia palestina limitada.

Em 2000, o então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e o então primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e Arafat participaram de reunião de cúpula em Camp David, nos EUA, mas não conseguiram chegar a um acordo final de paz.

Israel tomou Jerusalém Oriental em 1967, e em 1980 declarou toda a cidade a sua 'capital unida e eterna'. Os palestinos veem a parte oriental da cidade como a capital de um eventual futuro Estado.

Israel tem rejeitado consistentemente sugestões para que a cidade, sagrada para cristãos, muçulmanos e judeus, possa ter um estatuto especial ou internacional.

'A guerra na Terra Santa me assusta', disse Francisco. 'Como essas pessoas vão acabar essa história?'

Uma escalada do conflito, avaliou, 'significaria o fim de tantas coisas e de tantas vidas'.

Francisco, que pediu corredores humanitários para ajudar os habitantes de Gaza e um cessar-fogo, disse que fala por telefone todos os dias com padres e freiras que dirigem uma paróquia em Gaza que abrigava cerca de 560 pessoas, a maioria cristãos, mas também alguns muçulmanos.

'Por enquanto, graças a Deus, as forças israelenses estão respeitando aquela paróquia', afirmou.

O papa também disse estar preocupado com o aumento do antissemitismo, acrescentando que grande parte dele ainda 'permanece oculto'.

A guerra entre Israel e o Hamas, alertou, não deve fazer as pessoas esquecerem outros conflitos, incluindo na Ucrânia, na Síria, no Iêmen e em Mianmar.

(Reportagem adicional de Keith Wier)

Reuters

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