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Papa pede fim da violência contra palestinos na Cisjordânia

Papa pede fim da violência contra palestinos na Cisjordânia

Reuters

16/08/2026

Placeholder - loading - Papa Leão 14 na Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, Itália 16 de agosto de 2026 REUTERS/Remo Casilli
Papa Leão 14 na Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, Itália 16 de agosto de 2026 REUTERS/Remo Casilli

CASTEL GANDOLFO, Itália, 16 Ago (Reuters) - ​O Papa Leão 14 pediu neste domingo o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia ocupada, em meio a uma onda de ataques de colonos militantes e um cerco à vila de Qusra, no território.

Colonos israelenses cercaram casas após cortar o fornecimento de água e eletricidade, em um movimento que grupos ⁠de ⁠direitos humanos descreveram como uma ​ação ‌coordenada para se apropriar de mais terras e avançar sobre o território onde os palestinos pretendem estabelecer um Estado.

'Renovo meu apelo pelo fim ⁠da violência repetida contra a população civil palestina ​na Cisjordânia', disse o papa, sem mencionar confrontos ​ou ataques específicos.

'Peço urgentemente à ‌comunidade internacional que ​tome ⁠medidas para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura', acrescentou o papa, após as ​orações do meio-dia em sua residência em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.

O Vaticano há muito apoia a ideia de um futuro Estado palestino, ​que foi reconhecido por mais de 150 dos 193 Estados-membros da ONU como abrangendo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

O governo de coalizão de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, supervisionou a construção massiva de assentamentos na Cisjordânia, que, segundo ​o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visa enterrar a ‌ideia de tal Estado.

As Nações ⁠Unidas e a maioria dos governos consideram os assentamentos ilegais sob o direito internacional relacionado à ocupação ⁠militar. Israel ocupou a Cisjordânia ⁠na guerra de 1967, ⁠mas argumenta que ⁠o ​território é disputado, e não ocupado.

(Reportagem de Valentina Za)

Reuters

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