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Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm forte queda na última semana

Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA têm forte queda na última semana

Reuters

23/07/2026

Placeholder - loading - Anúncio de vaga de emprego em loja de ferragens em Cambridge, EUA 8 de julho de 2022.   REUTERS/Brian Snyder
Anúncio de vaga de emprego em loja de ferragens em Cambridge, EUA 8 de julho de 2022. REUTERS/Brian Snyder

Por Dan Burns

23 Jul (Reuters) - O ​número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego pela primeira vez caiu com força na semana passada, indicando que o mercado de trabalho dos Estados Unidos continua estável e permitindo que as autoridades do Federal Reserve mantenham o foco na contenção da inflação.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 22.000, para 187.000 em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 18 de julho, informou o Departamento do Trabalho ⁠nesta ⁠quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters ​previam 212.000 ‌novos pedidos para a última semana.

Abrangendo a semana de referência para o relatório nacional de emprego de julho, a ser divulgado em cerca de duas semanas, o relatório ⁠desta quinta-feira foi o mais recente a sinalizar estabilidade contínua ​no mercado de trabalho. Enquanto isso, o número de pessoas ​que recebem auxílio-desemprego há mais de ‌uma semana, um ​indicador de ⁠contratações, caiu para 1,796 milhão na semana encerrada em 11 de julho.

A taxa de desemprego caiu inesperadamente em junho para 4,2%, o ​menor nível em um ano, embora isso tenha sido mais resultado de uma redução na força de trabalho do que de um boom nas contratações.

O mercado de trabalho dos EUA tem ​se caracterizado por um equilíbrio incomum entre uma oferta restrita de trabalhadores disponíveis, um ritmo moderado de criação de empregos e demissões limitadas, o que permitiu que a taxa de desemprego permanecesse em um nível historicamente baixo.

Essa dinâmica tem levado um grupo crescente de autoridades do Fed a se mostrar mais abertamente preocupado com ​a inflação, que permanece bem acima da meta de 2%, do que ‌com a resiliência do mercado ⁠de trabalho.

O Fed se reúne na próxima semana e a expectativa é de que mantenha a taxa de juros, mas ⁠os mercados futuros estão posicionados para que ⁠o banco central realize pelo ⁠menos um ⁠aumento ​de 0,25 ponto percentual antes do fim do ano.

(Reportagem de Dan Burns)

Reuters

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