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Perspectiva para frango do Brasil segue favorável apesar de novo foco de Newcastle, diz Rabobank

Perspectiva para frango do Brasil segue favorável apesar de novo foco de Newcastle, diz Rabobank

Reuters

28/10/2026

Placeholder - loading - Abutres voam perto de um local onde foram enterradas aves infectadas com a doença de Newcastle, em uma fazenda em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, Brasil, em 20 de julho de 2024. REUTERS/Diego Vara
Abutres voam perto de um local onde foram enterradas aves infectadas com a doença de Newcastle, em uma fazenda em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, Brasil, em 20 de julho de 2024. REUTERS/Diego Vara

Atualizada em  28/10/2026

SÃO PAULO, 28 Out (Reuters) - As perspectivas para as exportações ​brasileiras de carne de frango seguem favoráveis apesar de um terceiro registro de Doença de Newcastle em Santa Catarina, considerando que os focos estão todos em uma mesma área e desde que o problema não se espalhe para outras regiões, avaliou um especialista do Rabobank nesta quarta-feira.

Na véspera, o Ministério da Agricultura reportou o terceiro caso da doença viral altamente contagiosa entre aves de Santa Catarina, segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, maior exportador global do produto.

As três cidades com registro da doença -- Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim -- em granjas de perus estão situadas dentro de um raio de aproximadamente 20 km, destacou o Rabobank, citando que importantes importadores ⁠declaram embargos a ⁠importações somente da região atingida, o que ​minimiza impactos para ‌as exportações do país.

'Na minha avaliação, as perspectivas permanecem otimistas, uma vez que os acordos de regionalização devem evitar interrupções significativas nos embarques', disse o especialista Wagner Yanaguizawa, em avaliação do banco compartilhada com a Reuters.

Ele comentou que os dados preliminares de exportação de outubro, referentes às quatro primeiras semanas, ⁠indicam que os embarques diários médios cresceram 15% em relação ao mesmo período do ano ​anterior, apesar de o setor estar lidando com a situação desde 18 de outubro, data de detecção ​do primeiro foco. Desde então, surgiram anúncios de embargos ao produto ‌do país.

'As exportações podem ​enfrentar certa ⁠pressão inicial, mas é improvável que isso persista por muito tempo, desde que não surjam novos casos em áreas mais distantes do foco inicial', acrescentou Yanaguizawa.

O especialista notou ainda que o sistema preventivo brasileiro dá mostras de que está ​funcionando bem, já que a detecção do vírus aconteceu antes do surgimento de sintomas nas aves, por meio de um monitoramento ativo.

'Após a confirmação do primeiro caso, em 18 de outubro, o segundo e o terceiro focos foram identificados por meio de uma vigilância intensificada, e não pelo surgimento de sinais clínicos evidentes da doença', declarou.

Até ​o momento, apenas o México, a Malásia e o Uruguai impuseram proibições em nível nacional ao frango do Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, enquanto China, Chile, Rússia, entre outros, restringiram as compras apenas do Estado de Santa Catarina.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Japão, União Europeia, Coreia do Sul, Filipinas, Reino Unido, Argentina, África do Sul, Egito, Canadá, e Vietnã estão entre os mercados mais relevantes que aceitaram a regionalização em nível municipal, segundo o ministério.

O setor normalmente utiliza a estratégia de redirecionar seus embarques a partir de áreas não incluídas nos embargos sanitários, ​o que minimiza perdas.

REGIONALIZAÇÃO

Em nota nesta quarta-feira, o Ministério da Agricultura afirmou que o reconhecimento da regionalização sanitária pelos ‌parceiros comerciais evitou perdas potenciais de aproximadamente US$954 ⁠milhões por ano.

Segundo o ministério, o trabalho para ampliar o reconhecimento internacional da regionalização sanitária contribuiu para reduzir os impactos comerciais do foco da Doença de Newcastle, após uma ocorrência do vírus no Rio Grande do ⁠Sul, em julho de 2024.

'Diferentemente do ocorrido em 2024, diversos parceiros comerciais ⁠restringiram as importações a Santa Catarina ou à área ⁠sob controle sanitário, sem ⁠suspender ​as compras de todo o Brasil', destacou o ministério, citando a China como exemplo.

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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