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    Petrobras reduz diesel e gasolina em cerca de 4% na refinaria

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    Logo da Petrobras fotografado no Rio de Janeiro (RJ) 22/02/2021 REUTERS/Ricardo Moraes

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    SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras reduzirá os preços tanto do óleo diesel quanto da gasolina em suas refinarias em cerca de 4%, ou 0,11 real por litro em cada combustível, a partir de quinta-feira, informou a estatal nesta quarta-feira.

    O movimento acompanha parcialmente uma tendência de queda nos preços do petróleo vista nos últimos dias, com a companhia defendendo que os valores praticados estão associados ao mercado internacional da commodity e ao câmbio.

    O valor médio de gasolina nas refinarias da Petrobras passa com isso a ser de 2,59 reais por litro, corte de cerca de 4,1%. A Petrobras já havia anunciado uma redução de 5% para o produto na semana passada.

    Já o diesel, combustível mais utilizado do Brasil, cairá para média de 2,75 reais por litro, acrescentou a companhia em comunicado a jornalistas.

    Apesar dos reajustes reduzirem preços, o valor do diesel nas unidades da Petrobras segue acumulando significativa alta no ano, de 36%, segundo cálculos da Reuters com números divulgados pela estatal.

    Já a gasolina ainda tem aumento de quase 41% frente aos valores praticados no início de 2021.

    Nos postos de combustíveis, enquanto isso, o valor para os consumidores têm mantido tendência de elevação, mesmo depois do corte pela Petrobras nos valores da gasolina no último sábado.

    Levantamento da Ticket Log mostrou aumento de 11,14% no preço médio da gasolina no Sudeste nas primeiras semanas do mês frente ao fim de fevereiro, enquanto o diesel também avançou no período em todos Estados da região acompanhados pela empresa de meios de pagamento. Em São Paulo, o diesel subiu em média 8,3%.

    A Petrobras disse em nota que sua política para os combustíveis segue a paridade com o mercado internacional e tem 'influencia limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais'.

    Os valores nas bombas ainda são influenciados por fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens das distribuidoras.

    PARIDADE

    Apesar de a Petrobras ter cortado preços, o movimento do barril de petróleo no mercado internacional e o atual valor real frente ao dólar permitiriam à companhia um movimento mais agressivo, estimou o sócio da Raion Consultoria, Eduardo Melo.

    'Estávamos calculando em uma redução da ordem de 30 centavos, ela aplicou 11 centavos, é um movimento apenas parcial', afirmou ele, ao comentar sobre o diesel.

    A Petrobras disse em fevereiro que passou a usar uma janela de um ano para calcular a paridade dos preços dos combustíveis, frente a período anterior de três meses.

    A regra permite a ela praticar valores para gasolina e diesel acima ou abaixo da paridade de importação durante determinado período, desde que essa diferença 'seja mais do que compensada' posteriormente dentro do prazo previsto.

    Para Melo, a estatal pode ter buscado deixar 'a janela de importação um pouco mais aberta' para evitar riscos de desabastecimento ao mercado.

    Agentes que trabalham com importações costumam criticar a Petrobras por impactos negativos a seus negócios quando a companhia pratica preços abaixo da paridade.

    (Por Luciano Costa e Marta Nogueira)

    Escrito por Reuters

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