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Petróleo cai 1% após notícias sugerirem que Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz

Petróleo cai 1% após notícias sugerirem que Irã poderia reabrir o Estreito de Ormuz

Reuters

22/09/2026

Placeholder - loading - Plataformas de petróleo e bombas de extração no Lago Maracaibo, em Cabimas, Venezuela, em 26 de janeiro de 2026 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
Plataformas de petróleo e bombas de extração no Lago Maracaibo, em Cabimas, Venezuela, em 26 de janeiro de 2026 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

LONDRES, 22 Set (Reuters) - Os preços do petróleo caíam na terça-feira ​após notícias de que o Irã afirmou que poderia reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso os EUA tomassem medidas iniciais para aliviar a pressão militar, diminuindo as preocupações com possíveis interrupções em uma importante rota global de transporte de petróleo.

O contrato futuro do petróleo Brent para novembro recuava 89 centavos, ou 0,89%, para US$99,45. O contrato do WTI para outubro, que vence nesta terça-feira, caía US$1,09, ou 1,14%, para US$94,69 o barril.

O contrato de novembro , mais negociado, registrava queda de US$1,31, ou 1,42%, para US$91,06 por barril.

O Irã se ofereceu para reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso os EUA tomem medidas iniciais para aliviar a pressão militar, disse uma alta autoridade do governo iraniano à Kyodo News nesta terça-feira, como parte dos ⁠esforços intensificados de ⁠Teerã para retomar as negociações com Washington.

Os preços ​do petróleo parecem ‌estar caindo devido a reportagens da mídia de que o Irã pode estar disposto a reabrir o Estreito de Ormuz dentro de sete dias. Isso poderia ser um sinal positivo de que os esforços diplomáticos podem estar surtindo efeito, disse Hamad Hussain, economista sênior especializado em clima e commodities da Capital Economics.

Antes do início dos ataques dos ⁠EUA e de Israel ao Irã, no final de fevereiro, o estreito era responsável por cerca ​de um quinto do abastecimento global de petróleo e gás natural liquefeito.

“Também pode haver outros obstáculos, como a questão ​de pedágios e taxas, a serem superados antes que uma solução duradoura ‌possa ser alcançada”, acrescentou Hussain.

O ​foco do ⁠mercado também está nas reuniões do presidente dos EUA, Donald Trump, com líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU nesta semana, tendo como pano de fundo um Oriente Médio instável e uma guerra na Ucrânia que já dura quatro anos e meio e não ​dá sinais de abrandamento.

Teerã e Washington trocaram ameaças no domingo, embora Trump tenha afirmado que estaria aberto a se reunir com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que deve estar em Nova York nesta semana para a reunião da ONU.

No fim de semana, o Irã também transmitiu suas condições aos mediadores para retomar as negociações, informou a Al Jazeera, citando o chefe de ​segurança do Irã, Mohsen Rezaei.

Enquanto isso, a Saudi Aramco aumentou as exportações pelo Estreito de Ormuz depois que ataques ao seu oleoduto Leste-Oeste a forçaram a interromper alguns embarques por Yanbu. Cerca de 14 milhões de barris de petróleo bruto foram carregados em sete superpetroleiros no Golfo no domingo, segundo dados de rastreamento de navios-tanque.

Por outro lado, um grupo armado fechou a válvula sete do oleoduto de petróleo bruto de Sharara, na Líbia, com destino ao porto de Zawiya, na segunda-feira, resultando em uma queda significativa na produção do campo petrolífero de Sharara, informou a Corporação Nacional de Petróleo da Líbia em um comunicado.

A produção no ​campo caiu cerca de 200 mil barris por dia e está atualmente entre 100 mil e 105 mil bpd, disseram dois engenheiros ‌do campo à Reuters.

Ole Hansen, chefe de estratégia de ⁠commodities do Saxo Bank, disse que não vê muito espaço para queda adicional nos preços do petróleo até que haja um aumento na oferta pelo Estreito de Ormuz, particularmente de produtos refinados, onde a verdadeira escassez persiste.

Os preços do diesel ⁠subiram na Europa e nos Estados Unidos, atingindo níveis recordes, à medida que ⁠as guerras no Irã e na Ucrânia reduziram drasticamente as ⁠exportações de alguns dos maiores ⁠produtores, ​como Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

(Reportagem de Anushree Mukherjee em Londres, Pranav Mathur em Bengaluru e Trixie Yap em Cingapura)

Reuters

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