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Petróleo sobe mais de 7% com novos ataques aéreos no Oriente Médio

Petróleo sobe mais de 7% com novos ataques aéreos no Oriente Médio

Reuters

29/07/2026

Placeholder - loading - Especialistas trabalham em uma plataforma de perfuração no campo petrolífero de Airankol, operado pela Caspiy Neft na região de Atyrau, no Cazaquistão, em 20 de abril de 2026. REUTERS/Pavel Mikheyev
Especialistas trabalham em uma plataforma de perfuração no campo petrolífero de Airankol, operado pela Caspiy Neft na região de Atyrau, no Cazaquistão, em 20 de abril de 2026. REUTERS/Pavel Mikheyev

Por Stephanie Kelly

LONDRES, 29 Jul (Reuters) - ​Os preços do petróleo subiam mais de 7% nesta quarta-feira, à medida que novos ataques aéreos de grande escala foram retomados no Oriente Médio e frustraram as esperanças de um fim iminente da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, enquanto dados do setor indicaram que os estoques de petróleo dos EUA diminuíram.

Os futuros do Brent subiam US$6,16, ou 7,33%, ⁠para ⁠US$90,25 por barril por volta ​de ‌11:45 (horário de Brasília). O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subia US$5,71, ou 7,2%, para US$84,97 por barril.

“Novos ataques militares no Oriente Médio e autoridades iranianas reiterando ⁠que querem controlar as atividades de navegação pelo Estreito de ​Ormuz, em meio à redução do fluxo de petróleo ​pelo estreito, estão elevando os preços ‌do petróleo novamente”, ​disse ⁠o analista do UBS, Giovanni Staunovo.

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita lançaram ataques contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque ​nesta quarta-feira, culpando-os por ataques com drones a instalações petrolíferas sauditas.

Os ataques ocorreram horas depois que as Forças Armadas dos EUA afirmaram ter evitado um ataque surpresa do ​Irã contra tropas americanas na região. O Irã afirmou ter disparado contra navios no Estreito de Ormuz e contra bases americanas na Jordânia.

Os preços subiram ainda mais depois que o presidente Donald Trump, em entrevista à Fox News, prometeu ataques de retaliação contra o Irã.

Enquanto isso, Teerã rejeitou a proposta de ​Omã para uma gestão conjunta regional do Estreito de Ormuz, ‌informou uma alta autoridade iraniana ⁠à Reuters nesta quarta-feira, frustrando as esperanças de uma solução para o impasse que vem sufocando o comércio do ⁠Golfo há meses.

(Reportagem de Stephanie Kelly ⁠em Londres, Laila Kearney em ⁠Nova York ⁠e ​Emily Chow em Cingapura; Reportagem adicional de Arathy Somasekhar em Houston)

Reuters

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