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    Policial de Mianmar envolvido em caso de repórteres da Reuters violou código ao copiar depoimentos, diz defesa

    Por Thomson Reuters

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    Por Thu Thu Aung e Poppy Elena McPherson

    YANGON (Reuters) - Um policial que é testemunha no processo contra dois repórteres da Reuters acusados de possuírem segredos de Estado de Mianmar não é confiável, uma vez que obteve depoimentos de testemunhas anteriores, violando o código da polícia, disse o advogado de defesa dos jornalistas nesta segunda-feira.

    O major da polícia Tin Win Maung, que é testemunha da acusação, disse ao tribunal que solicitou cópias dos depoimentos dados por todas as outras testemunhas.

    A corte de Yangon deve ouvir os argumentos das duas partes em 2 de junho para decidir se Wa Lone, de 32 anos, e seu colega da Reuters Kyaw Soe Oo, de 28 anos, serão acusados de acordo com a Lei de Segredos Oficiais, que acarreta uma pena máxima de 14 anos de prisão.

    As audiências pré-julgamento, iniciadas em janeiro, terminaram nesta segunda-feira, quando a procuradoria apresentou sua última testemunha.

    Durante o questionamento, Tin Win Maung disse ter copiado os depoimentos porque queria saber mais sobre o caso , já que é uma das autoridades mais graduadas envolvidas.

    O advogado de defesa Khin Maung Zaw disse que as ações do policial não são ilegais, mas que violam uma cláusula do Manual de Polícia, uma série de regras sobre o comportamento da polícia.

    Ele não é confiável porque violou estes regulamentos policiais , disse ele à Reuters. A suposta testemunha não deve saber o que as testemunhas anteriores disseram porque irá se preparar de acordo com os depoimentos das testemunhas anteriores .

    O código diz que, quando um policial é testemunha em um caso, não estará presente no tribunal enquanto o inquérito ou julgamento estiver transcorrendo , senão o magistrado pode objetar às suas provas com a justificativa de que ele ouviu o que todas as outras testemunhas disseram, e naturalmente adaptará os detalhes de sua narrativa aos delas .

    O procurador Kyaw Min Aung não quis comentar. O porta-voz da polícia, Myo Thu Soe, não respondeu de imediato a pedidos de comentário.

    O porta-voz do governo de Mianmar, Zaw Htay, não estava disponível de imediato para comentar depois da audiência desta segunda-feira, mas havia dito que os tribunais do país são independentes e que o caso será conduzido de acordo com a lei.

    Também nesta segunda-feira, advogados de defesa disseram que a acusação não conseguiu demonstrar como os supostos documentos foram parar nas mãos dos repórteres.

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