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Posição de Netanyahu enfraquece após rival garantir apoio para tentar formar governo

Posição de Netanyahu enfraquece após rival garantir apoio para tentar formar governo

Reuters

05/11/2026

Placeholder - loading - Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu  na sede eleitoral do partido Likud, em Jerusalém    28 de outubro de 2026    REUTERS/Ammar Awad
Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na sede eleitoral do partido Likud, em Jerusalém 28 de outubro de 2026 REUTERS/Ammar Awad

Atualizada em  05/11/2026

Por Maayan Lubell e Alexander ​Cornwell

JERUSALÉM, 5 Nov (Reuters) - A posição de Benjamin Netanyahu na disputa pós-eleitoral para permanecer como primeiro-ministro de Israel se enfraqueceu na quinta-feira, depois que um partido judeu ultraortodoxo negou apoio a qualquer candidato e dois partidos liderados por árabes endossaram seu principal adversário.

O presidente de Israel se reunirá com Netanyahu e seu principal rival político, Gadi Eisenkot, para decidir qual dos dois escolher para formar um ⁠governo, ⁠após realizar consultas com partidos ​menores.

A ‌eleição de 27 de outubro em Israel terminou em impasse, sem que nem Netanyahu nem Eisenkot, um ex-chefe militar, garantissem um caminho claro para a maioria no Parlamento.

Isso ⁠criou uma tarefa difícil para o presidente Isaac Herzog, cujo ​papel, em grande parte cerimonial, traz a responsabilidade pós-eleitoral de ​escolher um candidato que ele acredite ‌ter a melhor ​chance ⁠de quebrar o impasse em um país profundamente dividido.

Herzog tem até 11 de novembro para tomar uma decisão. Netanyahu permanece como primeiro-ministro ​em um governo interino até que uma nova coalizão seja formada, ou até que haja novas eleições, que deverão ser realizadas caso nenhum candidato seja bem-sucedido.

Embora Netanyahu tenha superado as ​expectativas na votação e seu próprio Partido Likud tenha conquistado o maior número de cadeiras, sua coalizão nacionalista-religiosa perdeu a maioria necessária para governar.

Em um revés para o primeiro-ministro na quinta-feira, o Judaísmo Unido da Torá, um dos dois principais partidos que representam os eleitores judeus ultraortodoxos e um aliado de longa data de ​Netanyahu na coalizão, recusou-se a recomendar qualquer candidato para formar um ‌governo.

E, embora Eisenkot — assim como ⁠Netanyahu — tenha, até o momento, descartado a formação de um governo com os dois partidos de liderança árabe em ⁠Israel, ambas as legendas manifestaram apoio a ⁠Eisenkot na quinta-feira, conferindo-lhe o ⁠respaldo de uma ⁠maioria ​confortável de parlamentares.

(Reportagem de Maayan Lubell, em Jerusalém, e Alexander Cornwell)

Reuters

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