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Premiê do Japão promete disciplina fiscal conforme dívida aumenta

Premiê do Japão promete disciplina fiscal conforme dívida aumenta

Reuters

05/10/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, faz discurso no Parlamento, em Tóquio  5 de outubro de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, faz discurso no Parlamento, em Tóquio 5 de outubro de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 5 Out (Reuters) - A ​primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, prometeu nesta segunda-feira “controlar” a emissão de títulos e agir rapidamente contra as turbulências do mercado, buscando tranquilizar os investidores preocupados com o agravamento das finanças públicas do Japão, que tem levado os rendimentos dos títulos a subir.

Ela afirmou que o governo buscará a sustentabilidade fiscal, mesmo ao aumentar os gastos para impulsionar o potencial de crescimento, inclusive por meio da revisão dos incentivos fiscais e subsídios ⁠existentes.

“A ⁠sustentabilidade fiscal é, obviamente, um ​pré-requisito para ‌a busca de nossa política fiscal ‘responsável e proativa’”, disse Takaichi em um discurso no Parlamento.

As declarações refletem a crescente preocupação em Tóquio com o aumento dos rendimentos dos títulos do ⁠governo japonês (JGB), o que elevaria o custo de financiamento dos ​ambiciosos planos de gastos da primeira-ministra.

O rendimento dos JGBs de 30 ​anos atingiu um recorde de 4,235% ‌nesta segunda-feira, devido ​ao nervosismo ⁠em relação ao risco de aumento da emissão de dívida e às preocupações com a inflação alimentada pela guerra no Oriente Médio.

A dívida pública ​do Japão, que equivale a cerca do dobro do tamanho de sua economia, é a maior do mundo desenvolvido. Os custos de financiamento estão subindo à medida que o Banco do Japão eleva ​a taxa de juros e reduz gradualmente as compras de títulos, em um esforço para retirar a economia de décadas de estímulos.

Takaichi afirmou que o governo buscará atrair investimentos privados em áreas de crescimento por meio de “gastos fiscais fortes e de longo prazo, aplicados de maneira bem planejada e previsível”.

Ao mesmo tempo, o governo manterá um controle ​sobre a emissão anual de títulos, ajustando os empréstimos às receitas tributárias, ‌às taxas de juros, aos custos ⁠de financiamento da dívida e à evolução da economia e dos mercados, disse a primeira-ministra em seu discurso durante uma sessão ⁠extraordinária do Parlamento realizada nesta segunda-feira.

“Se a economia ⁠e os mercados apresentarem movimentos ⁠inesperados, analisaremos seu ⁠impacto ​e responderemos com agilidade, conforme necessário”, acrescentou ela, sem dar mais detalhes.

Reuters

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