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Premiê do Japão promete resposta ágil a movimentos inesperados do mercado, segundo Nikkei

Premiê do Japão promete resposta ágil a movimentos inesperados do mercado, segundo Nikkei

Reuters

30/09/2026

Placeholder - loading - Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi  23 de setembro de 2026. REUTERS/Edward Grattan/ Foto de arquivo
Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi 23 de setembro de 2026. REUTERS/Edward Grattan/ Foto de arquivo

TÓQUIO, 30 Set (Reuters) - A primeira-ministra ​do Japão, Sanae Takaichi, prometerá dar uma resposta ágil a quaisquer acontecimentos inesperados na economia e nos mercados financeiros em um discurso na próxima semana, informou o jornal Nikkei nesta quarta-feira.

Em declarações programadas para o primeiro dia de uma sessão extraordinária do Parlamento, em 5 de outubro, Takaichi também explicará que o governo decidirá o volume da emissão anual de títulos de ⁠dívida ⁠levando em conta a evolução ​das ‌taxas de juros, informou o jornal.

“Quando a economia e os mercados apresentarem movimentos inesperados, analisaremos o impacto e responderemos com agilidade”, deve dizer Takaichi ao Parlamento, de ⁠acordo com uma versão preliminar do discurso analisada pelo ​Nikkei.

Embora o governo tenha descartado a elaboração de um orçamento ​suplementar, Takaichi explicará como reagirá ‌com agilidade, dependendo ​das condições ⁠econômicas, acrescentou o jornal.

O gabinete da primeira-ministra não estava disponível para comentar imediatamente.

Os ambiciosos planos de gastos de Takaichi têm sido ​alvo de críticas dos mercados, com preocupações sobre o agravamento das finanças do Japão levando o rendimento dos títulos de referência a caminhar para um quinto trimestre consecutivo de ​aumentos de dois dígitos nesta quarta-feira.

Em entrevista ao jornal Yomiuri no mês passado, Takaichi disse que o governo terá como meta limitar a emissão de novos títulos a 40 trilhões de ienes (US$255 bilhões) para o orçamento do próximo ano fiscal.

O governo também rebateu as visões do mercado que rotulam suas políticas ​como “reflacionistas”, enfatizando que está ciente da necessidade de manter as contas ‌públicas do Japão em ⁠ordem.

No entanto, o fato de o governo não ter apresentado detalhes sobre como financiar um plano para suspender temporariamente ⁠uma taxa sobre alimentos, bem como o ⁠aumento previsto nos gastos com ⁠defesa, tem ⁠mantido ​os mercados de títulos em estado de apreensão.

(Reportagem de Leika Kihara)

Reuters

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