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Presidente do Banco do Japão vê “alguns riscos de alta” para inflação

Presidente do Banco do Japão vê “alguns riscos de alta” para inflação

Reuters

06/11/2026

Placeholder - loading - Presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, participa de uma coletiva de imprensa em Tóquio 30 de outubro de 2026 REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, participa de uma coletiva de imprensa em Tóquio 30 de outubro de 2026 REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Por Andrea Shalal

WASHINGTON, 6 Nov (Reuters) - O ​presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse nesta sexta-feira que o banco central japonês espera que a inflação subjacente permaneça em torno da meta de 2%, mas reconheceu que há “alguns riscos de alta”.

O aumento dos preços dos produtos relacionados à energia estava começando a afetar a inflação ao consumidor, com a aceleração do crescimento dos preços prevista para o início do próximo ano, disse Ueda.

“Estamos em um equilíbrio, com os salários crescendo ⁠a ⁠um nível compatível com a ​inflação de ‌2%”, disse Ueda em um seminário organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

No entanto, a meta de inflação de 2% do Banco do Japão ainda não se tornou uma norma social no país, disse ⁠Ueda, acrescentando que o objetivo do banco central agora é ​manter a inflação subjacente em torno dessa meta.

Ele também disse que ​o Banco do Japão está observando as ‌ações de outros ​bancos centrais “com ⁠muito, muito cuidado”, já que elas afetam os preços dos ativos, incluindo as taxas de câmbio e as taxas de juros.

“O que eles fazem revela ​informações importantes sobre o que pensam de suas economias, o que terá impacto sobre a nossa economia. Por isso, observamos seu comportamento e suas ações com muito cuidado”, disse ele sobre as medidas de ​política monetária de outros bancos centrais.

Sobre as ferramentas não convencionais de política monetária, Ueda disse que elas tiveram alguns efeitos positivos quando o Banco do Japão as empregou, mas acrescentou que não têm sido substitutos perfeitos para a redução das taxas de juros a partir de território positivo.

O Banco do Japão pode ser obrigado a utilizar ferramentas de política monetária não ​convencionais novamente, dependendo da gravidade do choque econômico que possa atingir o ‌Japão, disse Ueda.

“Acho que o importante ⁠seria manter a inflação ou a inflação subjacente em torno de 2%, tanto quanto possível. Mas, se precisarmos utilizar essas ferramentas novamente, ⁠devemos pensar em maneiras de minimizar os efeitos ⁠negativos, incluindo, possivelmente, o efeito ⁠sobre o funcionamento ⁠do ​mercado”, disse ele.

(Reportagem de Andrea Shalal; Reportagem adicional de Leika Kihara, em Tóquio)

Reuters

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