Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Presidente do BC do Japão promete manter política monetária frouxa e descarta chance de saída antecipada

Presidente do BC do Japão promete manter política monetária frouxa e descarta chance de saída antecipada

Reuters

19/05/2023

Placeholder - loading - Presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda 28/04/2023. REUTERS/Issei Kato
Presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda 28/04/2023. REUTERS/Issei Kato

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse que o banco central japonês está inabalável em sua postura de manter a política monetária ultrafrouxa, reiterando aos mercados que o país continuará sendo um caso atípico de juros ultrabaixos enquanto seus pares globais combatem a inflação teimosamente alta.

O recente aumento da inflação japonesa acima da meta de 2% do Banco do Japão é impulsionado principalmente por fatores de aumento de custos, e não pela forte demanda doméstica, disse Ueda, acrescentando que responder a essas altas de preços com uma política monetária mais rígida prejudicaria a economia.

Há também o risco de o crescimento no exterior ficar abaixo das expectativas devido às consequências dos aumentos agressivos dos juros nos Estados Unidos, disse Ueda nesta sexta-feira.

'No momento, é necessário continuar com o afrouxamento monetário', já que o Japão ainda não viu as condições se estabelecerem para que a inflação atinja de forma sustentável 2%, disse ele em um seminário.

Embora as negociações deste ano tenham levado a altas salariais inéditas em três décadas, o Banco do Japão deve esperar e ver se esses aumentos se estenderão a mais empresas e se se tornarão duráveis, disse ele.

'O custo de mudar prematuramente a política e tomar uma decisão precipitada para atingir uma inflação de 2% é extremamente alto', disse Ueda. 'É apropriado levar tempo julgando (quando) ajustar a política ultrafrouxa em direção a uma saída futura.'

Ueda ofereceu poucas pistas sobre quando o banco central poderá contemplar o ajuste da política monetária.

'O momento pode chegar mais cedo do que o esperado ou mais tarde', dependendo de como as incertezas econômicas se desenrolarem, disse ele, quando questionado sobre a chance de a inflação atingir 2% de forma sustentável até o final deste ano.

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...