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Produção industrial alemã recua e temores de recessão aumentam

Produção industrial alemã recua e temores de recessão aumentam

Reuters

08/05/2023

Placeholder - loading - Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha 27/04/2020,  Swen Pfoertner/Pool via REUTERS
Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, Alemanha 27/04/2020, Swen Pfoertner/Pool via REUTERS

Por Maria Martinez

BERLIM (Reuters) - A produção industrial alemã caiu mais do que o esperado em março, em parte devido ao fraco desempenho do setor automotivo, alimentando novamente os temores de recessão na maior economia da Europa.

A produção caiu 3,4% em relação ao mês anterior, após um aumento ligeiramente revisado de 2,1% em fevereiro, informou o escritório federal de estatística nesta segunda-feira. Em pesquisa da Reuters, analistas apontavam queda de 1,3%.

'Depois de um bom desempenho da produção industrial no início do ano, houve uma queda inesperadamente acentuada em março', disse o Ministério da Economia.

A fabricação de veículos automotores e de autopeças caiu 6,5% em relação ao mês anterior. A produção de máquinas e equipamentos caiu 3,4% e a da construção civil recuou 4,6% no mês.

No primeiro trimestre, a produção foi 2,5% maior do que no último trimestre de 2022, segundo o escritório de estatísticas.

Em março, as encomendas industriais alemãs caíram 10,7% em relação ao mês anterior em uma base ajustada sazonalmente e pelo calendário, registrando o maior declínio mensal desde 2020, no auge da pandemia de Covid-19.

'A manufatura alemã está sofrendo cada vez mais com os aumentos das taxas globais, que estão aplicando cada vez mais freios na economia', disse o economista-chefe do Commerzbank, Ralph Solveen. 'Os riscos de uma recessão na Alemanha estão aumentando.'

O PIB do país permaneceu inalterado nos primeiros três meses de 2023 numa comparação trimestre a trimestre em termos ajustados, após contração de 0,5% no quarto trimestre de 2022. Uma recessão é definida como dois trimestres consecutivos de contração.

'Uma revisão para baixo significaria que a economia entraria em recessão, afinal', disse o chefe global de macro do ING, Carsten Brzeski.

Reuters

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