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Protestos se intensificam na Índia pela renúncia do presidente da Comissão Eleitoral

Protestos se intensificam na Índia pela renúncia do presidente da Comissão Eleitoral

Reuters

04/10/2026

Placeholder - loading - Manifestação em Mumbai exigindo a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar 4 de outubro de 2026 REUTERS/Francis Mascarenhas
Manifestação em Mumbai exigindo a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar 4 de outubro de 2026 REUTERS/Francis Mascarenhas

Por Saurabh Sharma

NOVA DELHI, 4 Out (Reuters) - Milhares de ​jovens manifestantes e simpatizantes da oposição se reuniram em Délhi e Mumbai neste domingo para exigir a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral da Índia devido a alterações nos cadernos eleitorais, enquanto a polícia detinha alguns manifestantes pelo terceiro dia consecutivo.

Os líderes da oposição Raj Thackeray e Uddhav Thackeray lideraram os protestos em Mumbai, exigindo que as revisões fossem revogadas e que o presidente da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, renunciasse.

Os manifestantes afirmam que as mudanças beneficiam o Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi, ⁠acusação negada ⁠pela Comissão Eleitoral e pelo próprio ​BJP.

Na capital, ‌Nova Délhi, os manifestantes começaram a se reunir no início da noite e alguns foram detidos pela polícia, segundo uma testemunha da Reuters.

Alguns manifestantes romperam as barricadas policiais e cercaram veículos que transportavam manifestantes detidos, subindo neles ⁠e deitando-se na rua para bloquear o caminho, acrescentou a testemunha.

'A polícia ​me arrastou pelos cabelos', disse Aahna Singh, ativista e estudante de ciências ​políticas da Universidade Jawaharlal Nehru que participava do ‌protesto. 'A polícia está recorrendo ​à brutalidade.'

A ⁠Polícia de Délhi não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por email.

A polícia da capital impediu que os manifestantes se reunissem nos últimos dois dias, detendo dezenas ​deles e transportando-os de ônibus para fora da área.

Alguns dos detidos foram liberados mais tarde na sexta-feira e no sábado, mas a polícia registrou processos contra alguns deles sob a acusação de violarem as ordens que proíbem aglomerações no centro ​da capital.

Os manifestantes afirmam que o processo nacional de revisão do cadastro eleitoral, iniciado no ano passado, privou milhões de eleitores qualificados de seu direito de voto ao removê-los dos cadernos eleitorais de forma a beneficiar o partido de Modi.

'Só quero dizer isso ao partido no poder... Estamos indignados com a forma como vocês estão exercendo esse poder. É o povo deste país que deve decidir quem ocupa o poder ​e quem fica na oposição, não a Comissão Eleitoral', afirmou o líder da oposição, ‌Raj Thackeray.

A Comissão Eleitoral afirma que ⁠o processo tem como objetivo remover registros duplicados, de pessoas falecidas ou inelegíveis e manter a integridade eleitoral. Na sexta-feira, ela instruiu seus funcionários a registrar eleitores ⁠qualificados que tenham sido inadvertidamente omitidos das listas ⁠eleitorais.

Kumar não respondeu publicamente às exigências por ⁠sua renúncia nem ⁠comentou ​os protestos, que parecem destinados a continuar nos próximos dias devido a mais manifestações planejadas.

Reuters

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