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Raízen reduz prejuízo para R$1,64 bi no 1º tri do ano-safra

Raízen reduz prejuízo para R$1,64 bi no 1º tri do ano-safra

Reuters

13/08/2026

Placeholder - loading - Caminhões estão estacionados dentro do Terminal de Distribuição Raizen, em São Paulo, Brasil, em 20 de agosto de 2025. REUTERS/Amanda Perobelli
Caminhões estão estacionados dentro do Terminal de Distribuição Raizen, em São Paulo, Brasil, em 20 de agosto de 2025. REUTERS/Amanda Perobelli

SÃO PAULO, 13 Ago (Reuters) - A Raízen reduziu ​em 11% o prejuízo líquido no primeiro trimestre da safra 2026/27 (abril a junho) para R$1,64 bilhão, apoiada por uma expansão do resultado operacional e por um aumento da receita, de acordo com resultados divulgados nesta quinta-feira.

A receita líquida avançou 4% na comparação anual, para R$51,46 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado mais do que dobrou, alcançando R$3,85 bilhões.

Apesar da melhora operacional, o resultado líquido da empresa em recuperação extrajudicial continuou pressionado pelo resultado financeiro, que ficou negativo em R$2,97 bilhões, aumento de 42,4% no comparativo anual.

A Raízen informou ainda que os ⁠investimentos totalizaram ⁠R$1,05 bilhão entre abril e junho, ​queda de ‌32,6% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho operacional da Raízen foi impulsionado pelo setor de distribuição de combustíveis no Brasil, cujo volume de vendas cresceu 6,6% na comparação anual, para 7,18 bilhões de litros.

O avanço foi liderado ⁠pelos combustíveis do ciclo Otto (gasolina e etanol), com alta de 8,0%, para 3,11 ​bilhões de litros, enquanto as vendas de diesel aumentaram 6,5%, para 3,65 bilhões ​de litros. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, ‌o volume total comercializado ​subiu 2,5%.

A ⁠melhora de volumes veio acompanhada de uma forte expansão da rentabilidade da divisão. O Ebitda ajustado da distribuição de combustíveis saltou para R$3,54 bilhões, ante R$959 milhões um ano antes.

MOAGEM DE ​CANA

A Raízen registrou queda na moagem de cana-de-açúcar e na produção de açúcar no primeiro trimestre da safra 2026/27 (abril a junho), com impacto de chuvas do El Niño na colheita, enquanto a companhia aumentou o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol, ​com preços mais vantajosos.

A companhia moeu 19,7 milhões de toneladas de cana no período, volume 2,0% menor que as 20,1 milhões de toneladas processadas um ano antes, considerando a comparação com o atual portfólio de 24 usinas.

A produtividade agrícola recuou 3,2%, para 9,0 toneladas de ATR por hectare, enquanto o teor de açúcares recuperáveis (ATR) caiu 2,9%, para 118,4 quilos por tonelada de cana.

Com menor disponibilidade de açúcar por tonelada de cana e um direcionamento ​maior de cana para etanol, a produção de açúcar da companhia somou 1,03 milhão de ‌toneladas, queda de 13,6% em relação ao ⁠mesmo período da safra anterior.

O 'mix' de produção passou para 46% açúcar e 54% etanol, ante 51% açúcar e 49% etanol um ano antes.

Por outro lado, a produção de ⁠etanol de primeira geração cresceu 9,4%, para 737 milhões ⁠de litros, beneficiada pela mudança do mix ⁠industrial. A produção ⁠de ​etanol de segunda geração (E2G) permaneceu estável em 22,8 milhões de litros.

(Por Roberto Samora;Edição de Igor Sodré)

Reuters

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